O presidente do Novo em Mato Grosso, Rafael Iacovacci, disse que a vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia (MDB), saiu do partido por "incompatibilidade de valores". Rafael negou supostos erros de Vânia, mas acredita que a falta de experiência política foi determinante para que os desentendimentos com o prefeito Abilio Brunini (PL) refletissem em seu relacionamento partidário, implicando na desfiliação. Para o presidente, Vânia foi precipitada, não sabendo dar tempo ao tempo, suportando a pressão que o cargo exige.
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"Não diria que errou, mas que não foi a mais adequada. Pelo Novo, há maneiras diferentes de resolver a questão da competência. A gente vai mais pelo texto legal. Acho que isso vai muito pela falta de experiência na política. A pressão é muito grande. Precisa criar uma casca parea suportar tudo isso", falou Rafael Iacovacci à Rádio Cultura nesta terça-feira (3).
Segundo o presidente, na época da construção da chapa, o partido indicou três nomes para Abilio e ele fez questão de escolher Vânia. Porém, após eleitos, ao cobrar o cumprimento de promessas feitas pelo prefeito, Vânia começou a sofrer um isolamento no Palácio.
Uma das exigências foi a contratação de equipe própria para a execução de projetos. Abilio resistiu, inicialmente, depois flexibilizou, liberando uma quantidade mínima. Em seguida, zerou os recursos do gabinete Vânia, justificando que a legislação permite o exercício do vice apenas na ausência do prefeito.
Foi nesse período, conforme Rafael, que Vânia acionou o partido oficialmente. Ela enviou ofício ao diretório estadual questionando sobre qual deveria ser sua conduta. Rafael disse que a orientação foi pelo diálogo. Mas a vice-prefeita convocou coletiva e inflamou o cenário. A situação com o Novo só foi ficando mais difícil ao ponto da vice começar a considerar a mudança de sigla. O anúncio da saída para o MDB foi feito pela imprensa nessa segunda (2).
"A gente fica sentido pela questão da confiança que tivemos. Nós buscamos sempre aumentar o grupo, a gente não consegue prever como serão as tratativas. O que ficou muito claro é que houve uma incompatibilidade de valores e é natural que a pessoa que venha estar em um lugar incompatível, é natural que ela saia", disparou o presidente.















