O inquérito da Operação Gorjeta contrapôs a versão do vereador de Cuiabá, Chico 2000 (sem partido), sobre ter atuado como garçom na peixaria Água na Boca, no bairro Coophema. A Delegacia Especializada de Combate à corrupção (Deccor) aponta que o vereador atuava como proprietário, dando ordens aos funcionários e repassando valores em transferências via Pix para custear reparos no estabelecimento. Os autos apontam que Joselaine Rodriges da Silva, identificada 'Jô' e suposta namorada do vereador, é a gerente da peixaria que administra o local com ele.
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"Ao realizar vigilância no local, identificamos que ele é o responsável pelo estabelecimento, onde vimos dar ordens as funcionárias do local", afirma trecho do inquérito.
Os investigadores anexaram ao inquérito fotos de Chico conversando com clientes enquanto as garçonetes serviam as mesas. Outro fator que chama a atenção é que as funcionárias usam uniforme de cor laranja com a logo da peixaria enquanto Chico estava com roupas comuns. Na junta comercuial, o estabelecimento tem como sócia-proprietária, Márcia Rodriges da Silva, que é irmã da gerente Jô.
Montagem HNT
Organograma da peixaria Água na Boca atribuída a Chico e gerenciada por sua namorada
No celular, os agentes identificaram conversas entre 'Jô' e Chico. Em um dos diálogos, Chico envia Pix de R$ 5 mil para Jô e informa que o valor era para "compras do restaurante Água na Boca....!”.
Apesar das comprovações, ao retornar para a Câmara, Chico 2000 afirmou que enquanto esteve afastado da função de vereador trabalhou como 'garçom' na peixaria para não ficar depressivo.
"Constatamos que ele atuava como verdadeiro proprietário, o que sugere que ele possa estar tentando ocultar a propriedade do restaurante", conclui o documento - assista abaixo.
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