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POLICIAL CIVIL É ACUSADO

Mulher estuprada em delegacia voltava chorando à cela após abusos

Abusos ocorreram após audiência de custódia e só vieram à tona após investigação paralela da defesa

Conteúdo Hipernotícias

Uma testemunha, que compartilhava a cela com a mulher que foi estuprada em uma delegacia de Sorriso (397 km de Cuiabá), disse às autoridades que ela retornava chorando após cada sessão de estupro.

A vítima foi estuprada quatro vezes entre a noite de 9 de dezembro e a manhã de 10 de dezembro de 2025 pelo investigador Manoel Batista da Silva, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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A mulher foi retirada da cela e levada para uma sala vazia. O acusado a ameaçava dizendo que mataria sua filha se ela não ficasse quieta.

O primeiro estupro ocorreu assim que a vítima foi levada de volta para a delegacia, após passar por audiência de custódia e e exame de corpo de delito. Por volta das 18h foi praticado o primeiro estupro.

Poucas horas depois, ocorreria o segundo. Durante a madrugada houve o terceiro abuso sexual, quando o acusado ejaculou na mulher. O último estupro foi realizado no amanhecer do dia 10.

A vítima foi presa por engano, no âmbito da investigação de um homicídio ocorrido em Sorriso. O depoimento de um motorista de aplicativo foi decisivo para que a polícia pedisse a prisão, que foi determinada pelo Judiciário.

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Dois dias depois, após os advogados da vítima realizarem uma investigação própria, foi descoberto que o motorista de aplicativo havia mentido e que ele era um dos envolvidos no crime.

A vítima foi colocada em liberdade no dia 11 de dezembro, momento em que relatou os abusos aos advogados. De imediato foi acionado o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que foi quem determinou que o caso fosse investigado pela polícia.

Ao Hipernotícias, o advogado Walter Rapuano, que representa a vítima do estupro na delegacia de Sorriso, disse que a decisão de procurar primeiro o MPMT foi por acreditar que a polícia poderia agir por corporativismo.

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“Não tinha o menor cabimento a gente procurar a delegacia para denunciar um policial da delegacia, porque infelizmente é mais fácil que eles ajam com base no corporativismo do que dar ouvidos a alguém que esteve preso na delegacia”, afirmou.

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