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COMUNICAÇÃO

Delegado de Primavera alerta pais e responsáveis sobre como agir diante de suspeitas de abuso sexual infantil

A principal ferramenta de prevenção ainda é a comunicação aberta entre pais e filhos, segundo o policial

VILMAR KAIZER

Casos de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes, praticados por instrutores, professores ou até mesmo por pessoas do convívio familiar, exigem atenção redobrada dos pais e da sociedade.

O delegado Eric Martins, da Delegacia de Homicídios de Primavera do Leste, reforça que a principal ferramenta de prevenção ainda é a comunicação aberta entre pais e filhos. Segundo o delegado, não é possível controlar todos os passos de uma criança ou adolescente. “Infelizmente, não tem como cercear o filho de tudo no mundo. Ele vai praticar arte marcial, vai jogar futebol, vôlei, vai viajar para competir. Você não pode simplesmente proibir tudo por medo”, pontua.

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O caso mais recente é o de um professor de judô, residente em Rondonópolis e que teria cometido diversos crimes sexuais contra menores de idade (também em Campo Verde e alguns anos atrás em Primavera do Leste). Após ser denunciado e a polícia representar pela prisão dele, fugiu, mas foi preso em Primavera na quarta-feira, 04.

Diante disso, para o delegado o mais importante é que o menor esteja conscientizado e saiba como agir caso algo estranho aconteça. “A comunicação com a criança ou com o adolescente é o primordial. Se porventura acontecer alguma coisa, ele precisa saber o que fazer: procurar o pai, e o pai procurar a delegacia para que a polícia apure os fatos e puna quem for necessário”, orienta.

Denunciar é essencial para interromper crimes
Eric Martins destaca que muitos crimes só vêm à tona depois que uma primeira denúncia é feita. Em diversos casos, o número real de vítimas é muito maior do que o inicialmente registrado. “Às vezes temos cinco ou seis boletins de ocorrência, mas isso indica que podem existir dez ou mais vítimas ocultas, que ainda não tiveram coragem de procurar a polícia”, explica.

O delegado reforça que matérias jornalísticas e campanhas de conscientização ajudam justamente nesse processo. “Muitas vezes alguém vê uma matéria, reconhece a situação e decide ir até a delegacia. É assim que conseguimos juntar vítimas, fortalecer a investigação e responsabilizar o autor".

Investigação vem antes de qualquer punição
Outro ponto esclarecido pelo delegado é que a polícia não age com base em suposições. “Antes de qualquer coisa, é feita uma verificação, uma investigação. Não estando em flagrante, a prisão só acontece por meio de mandado judicial. Ou seja, existe um trabalho técnico, responsável e criterioso”, afirma.

Ele reforça que qualquer indício deve ser comunicado. “O importante é que os pais procurem a delegacia sempre que houver suspeita. A partir disso, a polícia faz o seu papel".

Casos não se limitam a uma única atividade
O delegado também alerta que esse tipo de crime não está ligado a uma modalidade específica. “Não é arte marcial, não é futebol, não é vôlei. Aqui na cidade já tivemos caso de professor de vôlei preso. O problema não é a atividade, é o indivíduo”, ressalta.

Eric Martins destaca que o município conta com uma delegacia especializada no atendimento de grupos vulneráveis, o que garante um acolhimento diferenciado às vítimas. “Em Primavera do Leste temos uma delegacia especializada na defesa da infância, do idoso e da mulher. Esses casos recebem um tratamento especial, com atendimento humanizado e até acompanhamento psicológico semanal”, explica.

O delegado também deixa um recado direto aos pais e responsáveis: “conversem com seus filhos. Criem um ambiente de confiança. E, diante de qualquer indício, procurem a polícia. A comunicação é o primeiro passo para proteger a criança e impedir que novos crimes aconteçam.”

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