A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5.2), a Operação Mímese, para desarticular um grupo criminoso especializado em crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, praticados por meio de golpes na internet.
São cumpridos, na operação, 19 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares de indisponibilidade de bens, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.
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Os mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A Justiça determinou a indisponibilidade de bens e valores no montante de R$ 182.321,04 por alvo investigado, totalizando R$ 3,4 milhões em bloqueios judiciais. No total, 19 pessoas são alvos das ordens judiciais.
Dinâmica do golpe
As investigações tiveram início após a comunicação de um crime praticado contra uma empresa do ramo agropecuário, que relatou ter sido vítima de um golpe conhecido como “falso perfil” ou "falso chefe".
Para aplicar o golpe, os criminosos se passaram pelo proprietário da empresa, utilizando uma foto de perfil autêntica no aplicativo WhatsApp, induzindo a responsável pelo setor financeiro a acreditar que as ordens de pagamento partiam do legítimo dono da agropecuária.
A partir disso, a funcionária foi levada a efetuar diversos pagamentos referentes a notas fiscais fraudulentas, emitidas em nome de “laranjas”.
Lavagem de dinheiro
Durante o aprofundamento das investigações, foi possível identificar não apenas as contas utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, mas também os verdadeiros operadores financeiros responsáveis por gerenciar, fracionar e direcionar os recursos, evidenciando a existência de uma estrutura criminosa organizada e voltada à ocultação da origem ilícita do dinheiro.
Os valores transferidos eram, posteriormente, pulverizados por diversas contas bancárias, prática típica utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos e caracterizar indícios robustos da prática de lavagem de capitais.
Segundo o delegado Bruno Mendo Palmiro, responsável pela investigação, a operação busca a desarticulação financeira do grupo investigado, com o objetivo de interromper a atividade criminosa, impedir a dissipação do patrimônio ilícito e garantir eventual ressarcimento à vítima.
“A operação mostra que a Polícia Civil vem atuando permanentemente no combate aos crimes cibernéticos e financeiros, especialmente aqueles que utilizam recursos tecnológicos para lesar empresas, movimentar valores expressivos e sustentar grupos criminosos com atuação interestadual”, disse o delegado.
As investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis crimes praticados pelo grupo criminoso assim como outros envolvidos.
Operação Mímese
O nome da operação tem origem no grego mímesis, cujo significado remete ao ato de imitar, reproduzir ou representar fielmente a realidade. A denominação faz alusão direta ao modo de ação empregado pelos investigados, que imitavam a identidade do proprietário da empresa, reproduzindo sua imagem e comportamento para enganar terceiros e viabilizar a fraude.















