O deputado estadual Wilson Santos (PSD) visitou a Câmara Municipal de Várzea Grande para uma reunião a portas fechadas com os parlamentares, após uma fala dele criticado a ausência do presidente Wanderley Cerqueira (MDB) em um evento oficial. O encontro que durou a manhã toda, terminou após pedidos de desculpas de Santos, e trocas de “puxões de orelhas”.
Wilson admitiu que foi repreendido pelos vereadores durante o encontro. Porém, para o deputado, a cidade ainda não superou o último pleito e, por isso, também chamou a atenção dos parlamentares, e se comprometeu a ser ponte com o Executivo.
"O que há em Várzea Grande ainda é a extensão do resultado eleitoral. Ainda há sequelas da disputa de 2024. Vou levar um documento físico à prefeita com as reclamações e já marcamos uma nova reunião para depois do Carnaval", afirmou Wilson à imprensa, após o encontro.
O tom dos vereadores foi de desabafo. O presidente da Casa e outros parlamentares presentes rebateram a tese da prefeita Flávia Moretti (PL) e reforçaram que a Câmara tem sido célere na aprovação de projetos de interesse da prefeitura, citando a aprovação de quase R$ 200 milhões em créditos adicionais. Eles reclamam, no entanto, de falta de diálogo e de um suposto distanciamento por parte da prefeita.
"A Câmara tem sido uma mãe [...] mas não vai pedir bênção, a Câmara vai cumprir a lei. Somos um poder independente", disparou Cerqueira, ressaltando que nenhum projeto da prefeitura foi reprovado até agora.
Um dos momentos mais tensos da coletiva foi quando o parlamentar, Kleberton Feitoza (PSB) afirmou ser "muito difícil trabalhar com a prefeita Flávia Moretti", sugerindo que o deputado Wilson Santos talvez não tivesse a real dimensão da "situação delicada" que o município vive no pós-eleição.
ENTENDA
Na última segunda-feira (2), Wilson Santos criticou no palanque o presidente da Câmara, durante o lançamento da obra da nova maternidade de Várzea Grande, no bairro Chapéu do Sol.
Na ocasião, ao lado de Flávia, e sem a presença de Wanderley, o deputado cobrou maior agilidade do Legislativo no apoio à gestão municipal.
“A Câmara precisa colaborar. O parlamento precisa ter juízo”, disse o deputado na ocasião.















