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MICROEMPREENDEDORES

Jayme Campos defende atualização do teto do MEI: 'congelado há quase dez anos'

O senador destacou ainda agronegócio, agricultura familiar, acordo Mercosul–UE, juros altos e agenda social

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O senador Jayme Campos (União Brasil) defendeu redução de burocracia e aprovação de proposta de sua autoria para atualizar o teto do Microempreendedor Individual. Ele disse que pretende seguir lutando pela aprovação do PLP 108, de 2021, de sua autoria, que atualiza o teto do MEI, 'congelado há quase dez anos'.

O senador voltou a destacar o papel do agronegócio na economia e pediu segurança jurídica no campo, mencionando o marco temporal das terras indígenas como instrumento para 'paz e equilíbrio'. Ele também chamou atenção para a agricultura familiar e para a crise de endividamento rural, intensificada por eventos climáticos extremos. Para enfrentar esse cenário, defendeu a aprovação do PL 2.951/2024, do qual foi relator, voltado à modernização do seguro rural.

No campo do comércio exterior, Jayme Campos pediu prioridade para o acordo entre Mercosul e União Europeia, afirmando que a iniciativa pode abrir mercados, especialmente para o agronegócio.

Na pauta ambiental, defendeu que conservação e produção “andem de mãos dadas” e citou a necessidade de uma “agenda verde pragmática” para Mato Grosso, com valorização de conceitos como a bioeconomia.

Jayme Campos criticou os efeitos das altas taxas de juros sobre o setor produtivo, mencionando impactos como endividamento e restrição de crédito. Para ele, a política monetária precisa ser “previsível” e orientada à geração de emprego e renda.

AGENDA SOCIAL AMPLA

O senador também afirmou que o país não pode conviver com desigualdades regionais e defendeu uma agenda social ampla, com habitação, saúde, educação, ampliação de creches, proteção às crianças e cuidado com idosos. Entre as prioridades, citou qualificação profissional, proteção digital diante do avanço da inteligência artificial, investimentos em infraestrutura, fortalecimento de agroindústrias e estímulo a energias renováveis, como etanol de milho e energia solar.

Ao concluir, o senador disse enxergar o ano legislativo como oportunidade de “fazer mais” e “fazer melhor”, reforçando a expectativa de entregas concretas.

“O Brasil espera muito deste Congresso e nós não podemos decepcionar”, afirmou. “Que este seja um ano de muito trabalho, de diálogo, de coragem e, acima de tudo, de resultados concretos para o povo brasileiro.”

 

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