A bancada federal de Mato Grosso votou em peso pela aprovação da Medida Provisória 1313/25, nesta segunda-feira (2). O texto institui o programa "Gás do Povo", que substitui o antigo "Gás dos Brasileiros" e introduz a modalidade de retirada gratuita do botijão em revendas cadastradas.
Apesar de serem oposição ao governo Lula (PT), os parlamentares bolsonaristas de MT votaram a favor da mudanças que ampliam o programa social. São eles: Coronel Assis e Gisela Simona, os dois do União, Coronel Fernanda, José Medeiros e Rodrigo da Zaeli, todos do PL. Além de Juarez Costa (MDB).
O vice-líder do governo, Emanuelzinho (MDB), e o deputado Nelson Barbudo (PL), que cumpre licença para tratamento de saúde, não participaram da sessão. No total, a MP recebeu 415 votos favoráveis e apenas 29 contrários em todo o país.
COMO FUNCIONARÁ O “GÁS DO POVO”?
A principal mudança é a transição do auxílio em dinheiro para a gratuidade direta. Até 2027, o pagamento em conta será extinto, dando lugar apenas à retirada física dos botijões de 13 kg.
Ficando as cotas de retirada gratuita por ano, de quato botijões, para famílias de duas a três pessoas. E até seis botijões, para famílias com quatro ou mais pessoas.
A partir de julho de 2026, novas regras restringem o acúmulo de benefícios para quem não estiver no CadÚnico, incluindo famílias com membros que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada), salvo aquelas que já estavam no programa até setembro de 2025.
REGRAS E PRIORIDADES
Para ter direito ao benefício, a família deve estar inscrita no CadÚnico e possuir renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 759,00).
O texto aprovado também estabelece grupos prioritários, incluindo vítimas de desastres ou emergências, mulheres vítimas de violência doméstica (com medidas protetivas), povos indígenas e comunidades tradicionais (quilombolas), famílias com maior número de membros e menor renda.















