A vencedora do Nobel da Paz e líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela intervenção militar que retirou à força o presidente Nicolás Maduro do poder. “A liberdade está próxima.” Corina se pronunciou por meio das redes sociais nesta segunda-feira (5/1) e celebrou as manifestações de venezuelanos favoráveis à queda de Maduro.
“O bravo povo da Venezuela apareceu nas chamadas em 30 países e 130 cidades do mundo para celebrar um passo enorme que marca a inevitabilidade e iminência da transição na Venezuela. Os venezuelanos agradecemos ao presidente Donald Trump e à sua administração pela firmeza e determinação no cumprimento da lei”, escreveu a Nobel da Paz. “A liberdade da Venezuela está próxima, e pronto vamos celebrar em nossa terra.”
No pronunciamento, Corina enfatiza que o povo comemorou o fim do regime ditatorial conduzido por Nicolás Maduro, como a imprensa expôs no fim de semana, com um número considerável de manifestantes se espalhando pelas ruas do Chile, México, da Argentina, dos Estados Unidos e até mesmo do Brasil, com manifestações perto da fronteira com o país, em São Paulo e em Brasília.
Com a captura do líder venezuelano, os holofotes se voltaram a Corina e seu aliado político, Edmundo Gonzalez, que concorreu contra Maduro ao pleito, no ano em que foi concretizada sua reeleição sob uma contestação massiva da comunidade internacional, que acusava fraude nas atas eleitorais usadas para “justificar” a vitória de Maduro.
Oposição preterida
Os dois eram cotados para assumir o país em meio ao cenário de transição política, mas os rumores esfriaram após uma declaração de Trump e foram preteridos.
Questionado sobre a chance de Corina liderar a Venezuela, o republicano afirmou achar que “seria muito difícil ser a líder porque ela não tem o apoio ou o respeito de todo o país; ela é uma mulher muito simpática, mas ela não tem respeito”.
No entanto, Corina convocou a população venezuelana a “ficar pronta” e também pediu mobilização dos venezuelanos que vivem no exterior. Ainda em sua declaração, a Nobel da Paz sinalizou que o momento é de união e que a Venezuela andará junto dos EUA.















