O delegado André Monteiro, responsável pela investigação, confirmou em entrevista ao HNT, que os golpes atribuídos a Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Thiago Almeida (UB), provocaram um prejuízo financeiro que se aproxima de R$ 1 milhão. Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso foi praticado de forma individual e sem qualquer participação do prefeito, que é tratado oficialmente como vítima no inquérito.
De acordo com André Monteiro, 14 pessoas foram identificadas como vítimas e ouvidas ao longo da investigação. Destas, nove formalizaram representação criminal por estelionato, apresentando documentos que comprovam que a investigada movimentou R$ 913 mil.
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Segundo o advogado de Thiago Almeida, o doutor Pablo Pereira, o prejuízo já ultrapassou esse valor.
MODUS OPERANDI
Conforme explicou o delegado, Adriana se aproveitava de vínculos de confiança para aplicar os golpes. As vítimas eram, em sua maioria, pessoas conhecidas, como parentes, vizinhos e prestadores de serviço. O fato de ela ser mãe do prefeito contribuía para gerar credibilidade junto às vítimas.
Segundo André Monteiro, a investigada utilizava documentos de uma empresa que possuía contrato com a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento, apresentando-se falsamente como responsável pelo negócio. A partir disso, oferecia supostos investimentos com promessa de retorno financeiro elevado, o que levava as vítimas a realizar aportes iniciais.
No início do esquema, alguns pagamentos chegaram a ser feitos, o que reforçava a confiança das vítimas. Posteriormente, no entanto, a investigada passou a utilizar recursos de novos investidores para quitar compromissos anteriores, além de recorrer a empréstimos com agiotas, situação que resultou em uma bola de neve financeira.
USOU A IMAGEM DO PREFEITO
O delegado André Monteiro foi categórico ao afirmar que o prefeito Thiago Almeida não teve qualquer participação no esquema. Segundo ele, não há conversas, documentos ou registros que indiquem envolvimento direto ou indireto do gestor municipal.
“O prefeito é vítima de falsa identidade, uma vez que sua imagem foi utilizada para garantir e auxiliar na fraude, levando as vítimas ao erro”, afirmou o delegado. Nenhuma das vítimas incluiu o prefeito como responsável pelos prejuízos, e outras linhas de investigação que apuravam possível coautoria foram abertas e posteriormente descartadas.

















