O jovem de 21 anos, morto por um policial militar (PM) durante briga de trânsito na Brasilândia, na zona norte de São Paulo, na tarde dessa segunda-feira (5/1), teve uma filha há apenas duas semanas.
Bruno Lisboa Araujo, pai da Hellena, foi atingido com um tiro na cabeça e não resistiu. O PM Leandro De Souza Assis, de 37 anos, foi preso em flagrante.
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Nas redes sociais, a companheira de Bruno compartilhou registros do jovem. “Me faltam palavras, me falta um pedaço… Arrancaram você daqui da forma mais injusta e covarde”, escreveu.
Segundo a publicação, Bruno sonhava em ser pai. “Tiraram o direito de você vê-la crescer, mas ela crescerá sabendo quem você foi, eu farei questão de contar o quanto você era alegre e todas as suas loucuras, eu quero lembrar de você sorrindo”, continuou Jeniffer Anttunes.
PM mata jovem em briga de trânsito
O crime aconteceu na rua Reverendo Carlos Wesly. Segundo o registro da ocorrência, foi o PM quem acionou o 190.
Leandro disse aos agentes que vinha em seu veículo Fiat/Uno pela rua Luanda, quando acabou se deparando com o Audi de Bruno, por volta das 14h.
De acordo com o boletim de ocorrência, não havia espaço para os dois carros passarem. “Então Leandro alegou que imprimiu marcha à ré e, na esquina com a Rua Reverendo Carlos Wesly, emparelhou com o veículo Audi e o motorista (Bruno) passou a discutir com ele e dizer que iria matá-lo”, diz o documento.
Leandro contou à polícia que travou uma discussão de trânsito com Bruno e decidiu tirar uma foto do carro dele, que teria ficado irritado e passado a ofendê-lo chamando de “Zé Povinho”.
O PM afirmou ainda que Bruno abriu parcialmente a porta do carro, colocou um dos pés para fora e “fez menção de sacar uma arma”. Nesse momento, Leandro sacou a pistola da corporação e atirou contra o rapaz de 21 anos.
Bruno foi encontrado pela polícia sentado no banco do motorista, mas caído sobre o banco do passageiro. Ele possuía um ferimento de bala de fogo no lado esquerdo da cabeça, na região da têmpora.
O BO destaca que Bruno estava desarmado. “Diante desse cenário, não há como se acolher, nesta fase, a tese de legítima defesa”, diz o registro policial.
Leandro foi preso em flagrante por homicídio. O delegado do 72º Distrito Policial (DP), da Vila Penteado, afirmou não ser possível decidir sobre a possibilidade de fiança para o preso.
























