A cuiabana Marina Cândia é a promessa da política alagoana para 2026. Primeira-dama de Maceió (AL), Marina é cotada para disputar uma vaga ao Senado e ameaça a hegemonia de nomes tradicionais como o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado federal Arthur Lira (PP-AL).
Inicialmente, o nome de Marina era ventilado para a disputa à Câmara dos Deputados, mas o projeto ganhou força e ela começou a despontar em pesquisas ao Senado, à frente de Calheiros e Lira.
A cuiabana de 35 anos de idade conversou com o UOL e confirmou o projeto. "É um assunto que precisa ser discutido com JHC e com o grupo político do qual ele faz parte. Mas ele sempre apoiou meus projetos e minhas escolhas — e não será diferente agora, se eu decidir pela candidatura", afirmou.
Com relação ao bom desempenho nas pesquisas, Marina atribuiu a aceitação ao seu trabalho social na prefeitura de Maceió e a transferência de votos do marido, JHC, que era dado como certo em uma das duas disputas majoritárias de Alagoas.
No entanto, um 'acordão' com o presidente Lula, beneficiando Renan Filho, Renan Calheiros e Arthur Lira, teria afastado JHC do processo eleitoral. Lançar Marina seria uma forma de manter a família em Brasília sem quebrar o acordo.
Caso se confirme a candidatura e a vitória, Marina Cândia pode ocupar a vaga da sogra, mãe do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), Eudócia Caldas (PL), que exerce atualmente o cargo de senadora, mas não pretende tentar reeleição.
Marina Cândia é neta do ex-governador de Mato Grosso José Monteiro de Figueiredo, o doutor Zelito, que exerceu mandato entre 1971 e 1975. Formada em Direito, ela se mudou para Alagoas em 2020, quando JHC foi eleito prefeito pela primeira vez.
Um dos destaques de Marina é sua forte presença nas redes sociais, superando o engajamento dos seus potenciais adversários.
Com informações do UOL














