O líder do governo, Dilmar Da Bosco (União Brasil), alertou que após o adiamento da votação da Revisão Geral Anual (RGA), o aumento pode ser concedido aos servidores somente em fevereiro. A discussão estava prevista para essa quarta-feira (14), porém, a mensagem do governo não estava pronta e o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (PSB), deixou os deputados de sobreaviso para uma nova convocação extraordinária assim que o projeto de lei do Executivo chegar à Casa.
Dilmar disse que a celeridade dessa aprovação depende do valor que o governador Mauro Mendes (União Brasil) vai conceder, já que parte dos deputados acompanha o pedido da categoria pelo pagamento mais próximo a 19,52%.
"Eu acredito que muito dificilmente vai entrar na folha de janeiro se deixar para a semana que vem. Vai depender do governo, se tiver tudo programado e a gente aprovar com o índice que vier do governo pode ser que caia na folha de janeiro, se não, vai ficar para fevereiro ou quando a gente aprovar", falou Dilmar Dal Bosco à imprensa.
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Por meio de nota, o Palácio Paiaguás confirmou que a gestão está disposta a conceder a RGA de 4,26%. O percentual segue os limites do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). O valor gera um desacerto entre a base e a oposição, já que os servidores requerem o pagamento da recomposição salarial dos últimos cinco anos.
Embora já tenha anunciado até a previsão do impacto nas contas do governo, estimado em R$ 1 bilhão por ano, Mauro ainda não bateu o martelo, deixando em aberto a esperança de negociação com a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (Feesp-MT). "Ainda não está pronto", confirmou Dilmar aos jornalistas.
Uma possibilidade que é discutida entre os deputados e o sindicato é o empenho de emendas parlamentares para cobrir uma parte do que é pedido pela categoria, além de o governador aceitar conceder. Max Russi abriu o diálogo com a federação no Colégio de Líderes após a suspensão da sessão na quarta, acolhendo sugestão de Lúdio Cabral (PT).

















