Ainda em 2025, Kassab e o governador do Paraná estiveram em reuniões com empresários e nomes de referência em áreas como economia, educação e Justiça, como o sócio da XP Guilherme Benchimol, a empresária Luiza Trajano, o ministro aposentado do STF Nelson Jobim e a presidente do Todos pela Educação, Priscila Cruz.
Um dos nomes dentro do PSD que mais defende a candidatura de Ratinho Jr. a presidente, segundo aliados do governador, é o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen, uma das figuras mais próximas de Kassab no partido.
Em levantamentos internos anteriores, a avaliação no PSD é de que Ratinho Jr. consegue ter bom desempenho entre eleitores das classes C e D, algo visto como fundamental para um candidato de oposição enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tradicionalmente bem votado nesses segmentos.
Além disso, a candidatura presidencial de Ratinho Jr. é vista como crucial para as articulações de Kassab e do PSD em São Paulo.
Se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidir concorrer à reeleição, o partido quer manter a vice-governadoria, hoje ocupada por Felício Ramuth. Se Tarcísio renunciar para disputar a Presidência, o próprio Kassab poderia ser indicado para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes, o PSD apoiaria o voo nacional do governador e Ratinho Jr. teria uma provável eleição ao Senado pelo Paraná.
Fontes do PSD afirmam ainda que, em relação a uma candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), lançar o governador paranaense seria ainda mais provável. Daí o discurso anti-polarização feito ontem por Ratinho Jr. e uma postura mais discreta após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no fim do ano passado.


















