O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) adotou uma postura diplomática para lidar com as especulações de que estaria cooptando prefeitos do Partido Liberal (PL) para mudar de partido. Desta forma, os mandatários poderiam apoiá-lo na disputa ao governo sem risco de incorrer em infidelidade partidária. Segundo Pivetta, o apoio das lideranças municipais é bem-vindo, mas o foco principal de sua pré-campanha será o eleitorado.
Conforme ele, o objetivo não é retirar gestores do PL para fortalecer o Republicanos. Ao contrário, deseja construir um arco de alianças amplo o suficiente para abrigar esses apoios sem exigir trocas partidárias.
A fala de Pivetta ocorre após uma declaração da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), que disse estar didvida entre o nome dele e a fidelidade partidária, uma vez que a pré-candidatura oficial da sigla é a do senador Wellington Fagundes (PL).
“Até hoje nunca convidei nenhum prefeito para mudar de partido e vir para o Republicanos. Teremos um arco de aliança que incluirá muitos desses partidos. A preferência dos prefeitos é importante, mas nós vamos nos dirigir ao povo mato-grossense”, afirmou o vice-governador.
Pivetta reforçou que sua prioridade é estabelecer um canal de comunicação que ultrapasse as estruturas políticas tradicionais. “Além dos prefeitos, o diálogo que nós vamos estabelecer nessa eleição vai ser diretamente com a população”, concluiu, sinalizando que a estratégia de "pé no barro" será a marca de sua caminhada até outubro.
CONTEXTO
Nos bastidores, a situação é complexa e a direita segue dividida entre as duas candidaturas, de Pivetta e de Fagundes. Ainda em 2025 alguns prefeitos liberais, inclinados a apoiar o vice-governador nas eleições de outubro, levaram a ideia ao presidente nacional do PL Valdemar da Costa Neto. Incluindo a própria Flavia, e o gestor de Cuiabá, Abilio Brunini (PL).
No final de 2025, especulou-se que o próprio Jair Bolsonaro teria dado um aceno positivo à candidatura de Pivetta, o que teria motivado Valdemar a considerar a aliança.
Contudo, a pressão regional de Ananias Filho, presidente do PL-MT, forçou um recuo, exigindo fidelidade ao nome de Wellington Fagundes.
Mesmo após reuniões de alinhamento com Fagundes, a prefeita Flávia Moretti já declarou publicamente estar "dividida".
LEIA MAIS: PL confirma pré-candidatura de Wellington e exige apoio de lideranças
Wellington blinda prefeitos do PL e nega “transferência” de desgaste
ASSISTA:

















