O atraso na entrega do projeto do Reajuste Geral Anual (RGA) de 2026 foi interpretado como uma tentativa de evitar uma derrota acachapante no plenário da Assembleia Legislativa, segundo fontes ouvidas pelo HNT. Sessão para sacramentar o reajuste foi agendada para essa quarta-feira (14), mas foi encerrada sem a votação depois que o governo não entregou a mensagem ao Legislativo.
Ao menos 15 deputados estariam mobilizados para protocolar emendas que poderiam garantir ganho real aos servidores, superando o índice de recomposição inflacionária que o Executivo anunciou nesta terça-feira (13), estabelecido em 4, 26%. O percentual do RGA segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O presidente da ALMT, Max Russi (PSB), lembrou que a ação de convocar o pleno repetiu a de outros anos, no quais a votação ocorre após o dia 10, data base para a divulgação do IPCA. Ele ainda rechaçou a ideia de erro técnico e atribuiu o ‘atraso’ do Executivo a uma escolha política.
"O governo está com a estratégia dele. Não sei o que está dificultando, se estão analisando impacto ou mudanças. A pauta está encerrada por hoje, mas se o projeto chegar agora, marco a sessão para daqui a 24 horas", afirmou Russi.
O líder do Governo, deputado Dilmar Dal Bosco (União), por sua vez afirmou que o projeto não está pronto, e que iria buscar mais informações diretamente do Palácio Paiaguás para mediar com os colegas e as categorias.
Enquanto a deputada Janaina Riva (MDB) foi a voz mais crítica à ausência do projeto. Segundo ela, o governador sabe que não possui votos suficientes para aprovar a proposta como ela foi desenhada originalmente.
"Isso é uma manobra do Poder Executivo. O governo não mandou a proposta exatamente porque sabe que hoje não tem votos o suficiente. As emendas de lideranças partidárias já estão preparadas para garantir o ganho real e reduzir a defasagem salarial que chega a 20%", disparou a parlamentar.

















