O jornalista e influencer Paulo Figueiredo afirmou que o “bolsonarismo não quer um CEO” e disse que o Brasil não é uma empresa, em recado à primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, após ela dizer que o marido, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria o que o Brasil precisa como “novo CEO”, que é a sigla em inglês para chefe executivo de empresas.
Em publicação no X, Figueiredo criticou indiretamente a declaração de Cristiane e pontuou que um presidente “tem que lidar com valores, soberania, identidade nacional”, e não agir como um CEO, que pensa em eficiência, custo, lucro e atua como um mero “gestor de planilha”.
“O bolsonarismo não quer um CEO. Isso é positivismo estúpido típico de milico […] O bolsonarismo nasce da antítese disso, como reação a essa lógica — não contra ordem ou competência, mas contra a ideia de que o povo deve ser permanentemente tutelado por uma elite tecnocrática que trata a nação como se fosse uma empresa mal administrada”, escreveu o jornalista.
Outro que ironizou a declaração da primeira-dama foi o ex-vereador Carlos Bolsonaro. O filho do ex-presidente postou no Instagram uma imagem do ex-governador João Doria, inimigo do bolsonarismo, segurando uma revista Forbes com ele na foto da capa. No título se lê: João Dória, o CEO de São Paulo.
O bolsonarismo tem criticado Tarcísio e seu entorno pelo que entendem ser uma falta de vontade de embarcar na pré-candidatura ao Planalto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido por seu pai para a missão.
Postagem
A primeira-dama Cristiane, em um comentário na publicação de Tarcísio, disse que “nosso país precisa de um novo CEO, meu marido!”. A mensagem acabou abrindo brecha para interpretações.
Após a repercussão da publicação, a assessoria do governador afirmou ao Metrópoles que a primeira-dama estava apenas “concordando com ele [Tarcísio], e não defendendo que o novo CEO seja ele”.
A publicação mostrava que Tarcísio defendia que, para administrar o Brasil, seria preciso reduzir o tamanho do Estado.
“A verdade é uma só: o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT. Estamos limitando o nosso potencial como nação, e tirar esse governo atrasado é o único lado que a direita precisa ter em 2026”, afirmou Tarcísio no vídeo.


















