Políticos da ala bolsonarista de Mato Grosso reagiram à transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, conhecido como "Papudinha", em Brasília. A mudança, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) nesta quinta-feira (16), foi realizada para dar melhores condições a Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Para os parlamentares mato-grossenses, o local da custódia é irrelevante diante do que chamam de "ilegalidade" da sentença. Eles sustentam que o ex-presidente é vítima de um processo político e não jurídico.
Ao HNT, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) foi enfático ao afirmar que a discussão sobre o tipo de cela é secundária. Para ele, Bolsonaro não cometeu crimes e a condenação pelo 8 de janeiro é infundada, uma vez que o ex-presidente não estava no Brasil na data.
“O que importa é que ele não cometeu crime nenhum. Bolsonaro não é bandido, não é corrupto. O que acontece com ele é uma covardia, uma falta de caráter de seus acusadores. Nunca vão conseguir apagar o legado de honestidade que ele deixou”, disparou Cattani.
O deputado federal Nelson Barbudo (PL) relembrou o histórico de processos contra ex-presidentes, mas diferenciou Bolsonaro de nomes como Lula, Temer e Collor, afirmando que o ‘capitão’ nunca foi acusado de corrupção. Barbudo também demonstrou preocupação com o estado de saúde de Bolsonaro e cobrou uma postura mais rígida do Senado Federal contra o STF.
"Estamos vendo atitudes do Judiciário que não condizem com a realidade. O Senado tem a prerrogativa de brecar o que está acontecendo no Brasil via impeachment de quem rasga a Constituição. Estamos lutando pela anistia e continuaremos lutando pela liberdade do senhor", declarou Barbudo em mensagem direta ao ex-presidente postada nas redes sociais após a notícia da transferência.
A deputada federal Coronel Fernanda (PL) também utilizou suas redes sociais para classificar a transferência para a “Papudinha” como um retrocesso democrático.
“A decisão extrapola limites e escancara a escalada da perseguição política. Perseguição não é justiça, é abuso de poder. Isso envergonha a democracia brasileira”, afirmou a parlamentar.
CUSTÓDIA
Na nova unidade, Bolsonaro terá condições diferenciadas em relação aos presos comuns com um espaço de 64,83 m² com quarto, banheiro privativo e cozinha. Além de acesso a área externa para banho de sol e espaço para equipamentos de ginástica. As visitas dos filhos e da esposa foram ampliadas para dois dias por semana, em três horários distintos.
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