Às vésperas do julgamento dos acusados de assassinar sua filha, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) diz não acreditar que há justiça no Brasil. Raquel Cattani foi morta em julho de 2024, e o Tribunal do Júri está marcado para a próxima quinta-feira (22), em Nova Mutum, a cerca de 220 km de Cuiabá.
O parlamentar demonstrou indignação com a demora de um ano e meio para o desfecho do processo e reafirmou sua defesa por punições mais severas, incluindo a pena de morte para casos de crimes hediondos. Apesar de acreditar na condenação dos réus devido às provas que considera "infalíveis", Cattani argumenta que o conceito de justiça no Brasil é falho. Para ele, a punição deveria ser equivalente à agressão sofrida pela vítima e pela sociedade.
“Justiça é quando uma pessoa agride a sociedade e ela é punida da mesma maneira. Nós nunca mais vamos ver nossa menina, nem os filhos dela vão ver a mãe, mas eles [os assassinos] sim. Então, para mim, não existe justiça. A pena para eles é irrisória”, desabafou o deputado em entrevista à imprensa nesta semana.
Cattani confirmou que estará presente no julgamento, mas não como testemunha, e sim na plateia. Sua esposa, Sandra, foi arrolada para depor.
Questionado sobre como será ficar frente a frente com os acusados de planejar e executar a morte da filha, o parlamentar confessou incerteza. "Eu não sei qual será o sentimento. Nunca mais fiquei frente a eles. Nossa reação deve ser nula porque não há nada que se possa fazer para que se tenha alguma justiça real. Qualquer pai ficaria totalmente consternado", pontuou.
O CRIME
Raquel Cattani, conhecida como a "Rainha do Queijo" por sua produção premiada, foi encontrada morta em sua propriedade rural no assentamento Pontal do Marape.
As investigações da Polícia Civil apontaram um crime brutal e planejado, pelo ex-marido de Raquel e o irmão dele, Romero e Rodrigo Xavier, respectivamente.
LEIA MAIS: Justiça define regras para Júri dos acusados da morte de Raquel Cattani
















