As mensagens vazadas de um grupo de WhatsApp que seria de policiais civis foram tornadas públicas após o furto de um aparelho celular funcional da delegacia de Sorriso (397 km de Cuiabá). Conforme a Polícia Civil, o furto ocorreu em outubro de 2025.
As mensagens apontam para ações para forjar confrontos com suspeitos e prisões em flagrante, assim como instalação de aplicativo espião em aparelhos celulares de pessoas investigadas. Num outro diálogo, um servidor da PJC é incentivado a “comer” uma detenta presa na delegacia.
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Por meio de nota, a Polícia Civil informou que a delegacia da cidade instaurou um procedimento investigativo para apurar a autoria do furto do aparelho. Além disso, afirmam que a troca de mensagens ocorreu um mês antes do caso de estupro registrado naquela delegacia e que resultou na prisão do investigador Manoel Batista da Silva.
“Portanto, as mensagens de conversa que constam no aparelho celular, se verdadeiras, não têm nenhuma relação com o caso de estupro de uma mulher que aconteceu no mês de dezembro de 2025”, diz a nota.
A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) encaminhou ofício solicitando providências ao Corregedor-Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Jesset Arilson Munhoz de Lima, com informações, documentos e arquivos referentes a supostos fatos ocorridos no âmbito da delegacia de Sorriso.
“A Corregedoria Geral da Polícia Civil irá apurar a autenticidade dos prints e o contexto em que foram postados, assim como possível desvio de conduta de policiais”, concluiu a manifestação da PJC.



















