A mulher investigada por aplicar golpes financeiros que causaram prejuízo milionário a diversas vítimas pode enfrentar uma pena que varia entre oito e 40 anos de prisão, caso seja mantida a tese de concurso material nos crimes de estelionato e não haja renúncia por parte das vítimas. A estimativa foi informada pela autoridade policial responsável pelo caso.
Segundo o delegado, o cálculo considera a soma das penas previstas para cada crime individualmente, conforme estabelece a legislação penal brasileira, uma vez que os fatos teriam ocorrido de forma reiterada e contra múltiplas vítimas.
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CRIMES REITERADOS
A investigação aponta que os golpes não foram episódios isolados, mas ocorreram ao longo de um período prolongado, envolvendo diferentes pessoas. Até o momento, 14 vítimas foram identificadas, das quais nove formalizaram representação criminal, condição necessária para o prosseguimento das ações penais nos crimes de estelionato.
De acordo com a autoridade policial, caso as vítimas mantenham as representações, o cenário penal se torna mais gravoso. Eventuais desistências podem impactar diretamente o cálculo final da pena, conforme a legislação.
PROCESSO EM ANDAMENTO
A investigada responde atualmente em liberdade, por não estarem presentes, até o momento, os requisitos legais para prisão em flagrante. No entanto, a Polícia Civil ressalta que a situação jurídica pode ser revista a qualquer tempo, caso surjam novos fatos ou haja necessidade técnica, inclusive com a adoção de medidas cautelares mais severas.
O inquérito tramita na Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande e segue em fase de conclusão, com possibilidade de surgimento de novas vítimas.
A Polícia Civil orienta que pessoas que acreditam ter sido lesadas procurem a delegacia para receber orientações e formalizar eventual representação.
O caso segue sob apuração.

















