O prefeito de Indiavaí (364 km de Cuiabá), Sidnei Marques Lopes (PRD), determinou o afastamento do vigia Gustavo Guerreiro dos Santos acusado de praticar o crime de extorsão. O servidor foi preso em 9 de setembro de 2025 após ser denunciado por uma mulher casada, com quem mantinha relacionamento extra-conjugal pela internet, de exigir o pagamento de R$ 150 mil para não expor 'nudes'. O namoro virtual acontecia há oito anos.
O servidor recebe salário de R$ 2,8 mil. Nesse período, o pagamento será suspenso. No entanto, o prefeito esclareceu que o procedimento não se trata do desligamento permanente do servidor.
"O afastamento de que trata esta Portaria não implica em exoneração, demissão ou suspensão definitiva, devendo ser mantido o vínculo funcional até decisão final do processo judicial ou administrativo pertinente", cita a portaria 105/2025 divulkgado nesta quarta-feira (7) no jornal dos Municpíoios.
Em novembro, a defesa de Gustavo ingressou com o pedido de habeas corpus. O Tribunal de Justiça (TJMT) negou.
O processo é jugado na Primeira Câmara Criminal do TJ. Nos autos, o relator explicou como funcionava a abordagem de Gustavo. Ele disse que o servidor mantinha o relacionamento por um perfil falso. Ele conheceu a mulher em 2018 e passou a gravar as imagens intímas sem o conssentimento da mulher.
Com os conteúdos em mãos, ele passou a exigir transferências bancarárias para manter as imagens em segredo. Intimidada, a vítima chegou a fazer empréstimos com agiotas para repassar ao servidor. Somando todas as transferências, o valor se aproximava de R$ 150 mil. O relator classificou o crime como "sextorsão".
"O poaciente aqui, ainda em 2018, criou perfl falso e começou a se relacionar no ambiente virtual, com uma mulher casada. Com o tempo fez com ela ganhasse confiança e começou a fazer exposição do seu corpo. Ele gravou e começou a extorqui-la", detalhou o relator do caso.

















