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Política Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026, 06:53 - A | A

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OPINIÃO

Como será o segundo ano da gestão Sérgio Machnic em Primavera do Leste?

Em qualquer guerra, saber quem luta ao seu lado importa tanto quanto a própria batalha

VILMAR KAIZER

Como será? Vai depender: e muito! Mas de que Vilmar? Bem, vejamos.

O segundo ano da gestão do prefeito Sérgio não será definido apenas por obras ou anúncios. Ele será, antes de tudo, um teste político. Um teste de liderança, de articulação e de capacidade de comando em um ano decisivo.

Primeiro, depende do próprio prefeito. Como todo gestor, ele é o capitão do navio. Cabe a ele definir o rumo, impor ritmo e, principalmente, escolher quem permanece ao seu lado (sempre tem o fogo amigo). A velha máxima atribuída a Ernest Hemingway continua atual: em qualquer guerra, saber quem luta ao seu lado importa tanto quanto a própria batalha. E, em política, a guerra é diária.

O primeiro ano de governo costuma ser marcado por ajustes, heranças problemáticas, orçamento engessado e rearranjos na equipe. E e isso não foge à regra em Primavera do Leste. Peças foram trocadas no tabuleiro, secretários substituídos, estruturas revistas. Normal. O problema é que o segundo ano não comporta mais improviso.

Agora, com cerca de R$ 84 milhões anunciados em convênios e obras, a gestão entra na fase em que promessas precisam virar entregas. É nesse momento que o discurso perde força e os resultados passam a falar mais alto. Sendo um ano político, é natural que novos recursos estaduais e federais surjam: mas eles só terão peso se forem convertidos em ações visíveis à população.

Outro fator decisivo é o ambiente político. Os adversários existem, as críticas virão e os ataques aumentarão. Isso faz parte do jogo. O que ainda pesa mais é a relação com o Legislativo. Embora muitos vereadores cumpram seu papel, é ilusório esperar uma união plena. Em ano eleitoral, prevalece a lógica individual: cada um busca seu próprio voto, seu eleitorado, seu espaço. A ideia de interesse coletivo aqui sim, fica no discurso.

Há ainda um componente estratégico fundamental: 2026 é o ano da vitrine política. Deputados, senadores e candidatos ao governo do Estado disputarão apoio, palanque e votos. E, nesse cenário, o prefeito será avaliado não apenas como gestor, mas como líder político. Sua capacidade de transferir apoio, influenciar votos e demonstrar força eleitoral será medida na prática.

O apoio que Sérgio Machnic decidir dar (ou não) a determinados candidatos revelará muito sobre sua articulação e seu peso político regional. As urnas, nesse caso, funcionarão como um termômetro direto do reflexo de sua gestão junto à população.

Em síntese, o segundo ano da gestão Sérgio Machnic não será bom ou ruim por acaso. Ele dependerá de decisões claras, equipe afinada, entregas concretas e, sobretudo, de vontade política. Porque, no fim das contas, administrar bem é importante "mas, em um ano político, liderar bem é indispensável'.

 

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