O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e o ex-ministro da Agricultura, Neri Geller (PP), protagonizam uma briga nas redes sociais. Cattani contrapôs o ex-ministro sobre a origem de Lucas do Rio Verde (km de Cuiabá). Geller associa a fundação do município à primeira invasão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a uma fazenda no Rio Grande do Sul.
Cattani condenou o discurso. Isso porque Lucas surge como projeto de assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o que, segundo Cattani, não tem influência do MST, movimento ao qual se referiu como "maior inimigo da reforma agrária" e "terrorista".
O deputado ainda relembrou a ligação de Neri com a ex-presidente Dilma Roussef (PT), o associando à esquerda. Neri, que é pré-candidato a deputado federal, se posicionou. Ele disse que seria "covarde" não apoiá-la à reeleição, uma vez que participava do alto escalão do governo federal e Dilma endossou projetos que ele liderava, como a abertura do mercado no Irã, barateando o preço do fertilizantes impactados em decorrência a guerra entre a Rússia e Ucrânia.
"Por uma questão de lealdade, por tudo o que fizemos na agricultura, eu seria covarde se não apoiasse a presidente Dilma", acentuou Neri Geller.
O ex-ministro devolveu os ataques ao deputado, destacando que não foi o único político de Mato Grosso a estar ao lado da Dilma, mencionando o senador e pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes (PL), que, à época, coordenou a campanha da ex-presidente.
"O partido na época, o PR, que depois veio a ser o PL estava na coligação da presidente Dilma e o Wellington foi coordenador da campanha", disse Neri.
Por fim, o ex-ministro provocou o deputado afirmando que o momento é de prestação de contas do mandato e o mandou "rachar lenha" no tempo livre. "Cattani, está na hora de começar a trabalhar. Vamos falar do que foi feito, do que estamos fazendo e do que precisamos fazer. Se não, vai lá rachar uma lenha", concluiu Geller.
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