O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que se afastou das discussões sobre a implantação do BUD (Bonde Urbano Digital). Para ele, sua parcela de contribuição já foi cumprida e as informações que levantou foram repassadas ao governador Mauro Mendes (União Brasil), que deve decidir sobre a implantação ou suspensão do modal.
Abilio passou a defender o BUD após as obras do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) emperrarem na Avenida do CPA. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), um dos estusiastas do BUD, se aproximou de Abilio quando as conversações em torno do bonde foram intensificadas. Da mesma forma que o prefeito, Otaviano foi a Curitiba, no Paraná, conhecer a estrutura do coletivo. No entanto, Mauro colocou uma pedra sobre o BUD, redirecionando as atenções à conclusão do BRT.
"Eu me afastei dessa discussão pois já tinha feito tudo que o poderia fazer, busquei construir todos os diálogos, todas as informações, todas as pontes, já repassei tudo o que poderei repassar ao governo do Estado. E agora não cabe a mim ficar fazendo tumulto ou qualquer coisa sobre isso", esclareceu Abilio à imprensa nesta terça-feira (6).
Em missão internacional à China, em novembro de 2025, o prefeito foi convidado por fabricantes do bonde para entender mais sobre o seu funcionamento. Após de nove dias visitando o país e após conhecer a central de operações, ele ressaltou a viabilidade do modal que tem custo aproximado de US$ 3 milhões por quilômetro, o equivalente a R$ 16 milhões.
Abilio apoiou o pleito de Mauro pela troca do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para o BRT, mas o BUD sempre esteve no radar do prefeito desde a época em que estava na Câmara dos Deputados, em Brasília. No entanto, ele apresentava o bonde com um nome diferente, como o ART (Transporte Rápido Ferroviário Autônomo). Na prática, ambos se tratam do mesmo modal.
O secretário de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), Marcelo Oliveira, e o secretário de Fazenda (Sefaz-MT), Rogério Gallo, também se manifestaram sobre o BUD. Eles esclareceram que o bonde tem uma tecnologia mais barata para expandir a outros bairros, permitindo que a Capital melhore a locomoção por meio do transporte público. Os secretários explicaram que o BUD se desloca por meio de imãs que são fixados ao asfalto e ressaltaram que o investimento no BRT não o anula pois a mesma estrutura para os ônibus podem ser aproveitadas para o bonde.
Para evitar polêmicas, Abilio deu um passo para trás e deixou a decisão com Mauro e seu staff. "Acho que cabe ao governo Estado tomar suas devidas decisões, eles vão analisar com seus critérios e espero que tomem a melhor decisão possível", destacou.
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