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DISCIPLINA

Subordinado da “musa” do crime é condenado por aplicar “salves” para o CV

Juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá afirma que réu atuava como distribuidor de drogas da facção, com vínculo direto à líder foragida “Catleia”.

Conteúdo Hipernotícias
Da Redação

A juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou Igor Crisduran Cordeiro Rodrigues a 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial aberto, por integrar de forma estável como disciplina e distribuidor de drogas para o Comando Vermelho. A sentença, desta sexta-feira (6), autorizou que o réu recorra em liberdade.

A magistrada considerou comprovado que Igor exercia funções internas na facção, sendo responsável por planejar castigos físicos contra membros que descumprissem regras internas. Segundo a sentença, os diálogos extraídos de seu celular demonstram subordinação direta à “musa” do crime Carolina Gomes de Brito, conhecida como “Catleia”, que está foragida.

A juíza destacou que a atuação do réu não era eventual, mas sim habitual e contínua, com clara divisão de tarefas e vínculos permanentes com outros integrantes. Em uma das mensagens citadas no processo, Igor se dirige à líder dizendo: “Patroa a senhora entendeu? Vou picar a gorda, vou picar o pó…”, evidenciando sua participação ativa na logística do tráfico.

“Nesse contexto, resta comprovada a existência de uma estrutura organizada, dividida por hierarquia, com estabilidade e permanência, o que afasta qualquer alegação de conduta eventual, estando caracterizada a atuação habitual e contínua”, destacou Alethea.

A investigação teve início em 15 de março de 2024, quando Igor foi preso em flagrante em Tangará da Serra (242 km de Cuiabá) com 3,640 kg de maconha e 420 g de cocaína. A polícia monitorava um veículo suspeito de distribuir drogas no bairro Alto da Boa Vista. O celular apreendido com ele revelou conversas com diversos membros da facção, pedidos de remessa de drogas e registros de sua atuação como distribuidor.

Aquebra de sigilo telefônico confirmou que o réu prestava contas diretamente a Catleia, além de participar do planejamento de agressões internas. A investigação também apontou que o grupo movimentava grandes quantias de dinheiro em outro caso relacionado, cerca de R$ 15 milhões em seis meses.

Apesar da condenação, Igor cumprirá a pena em regime aberto, por ser primário e não haver circunstâncias que justificassem prisão preventiva.

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