O senador Wellington Fagundes (PL) classificou como boato a informação de bastidores de que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia comunicar, no próximo dia 7, apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo de Mato Grosso, em detrimento de uma eventual candidatura do próprio senador. Segundo Wellington, não há qualquer fissura em sua relação com a cúpula do Partido Liberal ou com a família Bolsonaro.
O parlamentar afirmou que tentativas de isolar seu nome fazem parte de uma estratégia política de adversários e rejeitou a hipótese de apoio do ex-presidente a partidos alinhados ao governo federal.
“É claro que os nossos adversários tentaram, de todas as formas, cooptar o partido. Isso não é forma democrática. Política se faz na conquista”, declarou.
Na sequência, Wellington foi ainda mais direto ao descartar a possibilidade de Bolsonaro apoiar grupos que já fizeram críticas públicas à sua família.
“Quem já falou mal do Bolsonaro e da família dele, você acha que ele apoiaria? Com certeza não. O partido deles está no colo do governo Lula”, disparou.
A fala faz referência indireta ao governador Mauro Mendes (União Brasil), que em outras ocasiões criticou os filhos do ex-presidente, e também endossa declarações do presidente regional do PL, Ananias Filho, que já afirmou reiteradas vezes que o Republicanos integra a base do governo Lula por ocupar ministérios.
Questionado sobre críticas relacionadas à sua atuação política no passado, especialmente por registros de apoio à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e por antigas alianças partidárias, Wellington afirmou que sua trajetória demonstra coerência e fidelidade partidária.
“Todos os meus mandatos foram pelo PL. Quando o partido foi criado, eu estava junto. São mais de 33 anos de história”, afirmou.
O senador também relembrou sua trajetória no Congresso Nacional, com seis mandatos como deputado federal e o atual segundo mandato no Senado, além da convivência política de décadas com Jair Bolsonaro e, mais recentemente, com o senador Flávio Bolsonaro.
“Foram 24 anos convivendo com o Bolsonaro na Câmara e agora 12 anos com o Flávio. Temos uma história construída juntos. Sempre fui leal ao Bolsonaro, e ele sempre foi leal ao partido”, concluiu.
VISITA
O encontro entre Fagundes e Bolsonaro está agendado para o próximo sábado (7), na Papudinha, em Brasília, aonde o ex-presidente cumpre a pena em regime fechado.
De acordo com o senador a visita será uma cortesia ao ex-presidente, uma vez que outros apoiadores também teriam interesse em visitá-lo, mas pela prerrogativa de ser um senador, Wellington conquistou o direito à visita.
“Eu vou lá no sábado, dia 7, para levar o abraço, para levar o carinho, para levar cartinhas.”
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