O senador Wellington Fagundes (PL) ligou para pedir o apoio do colega de bancada, Jayme Campos (União Brasil), na corrida ao governo e recebeu uma proposta de aliança, caso desponte a frente de Jayme nas pesquisas eleitorais. A conversa teria envolvido ainda a projeção da ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (União Brasil), a vice na chapa.
No acordo, feito no 'fio do bigode', a companheira de Wellington, a ex-presidente do PL Mulher em Mato Grosso, Mariene Fagundes, também estaria no páreo. A definição final sobre quem seria o cabeça de chapa e a vice se daria por pesquisas. O nome com melhor desempenho ocupa o posto de pré-candidato ao governo e a esposa do lado 'perdedor' assumiria como vice.
"Ele me ligou e falou: "olha, você tem que me ajudar" e eu fiz uma proposta: se você estiver melhor do que eu na pesquisa, bacana, eu apoio você. Ele perguntou: senador e a Lucimar? Cede a Lucimar, para ser minha vice? Perfeitamente e a recíproca tem que ser verdadeira. Se eu estiver melhor do que você, você me apoia? Ele me respondeu, se você coloca minha esposa como vice, perfeitamente", falou Jayme Campos à imprensa nesta terça-feira (20).
Jayme revelou o pacto para a coalisão ao ser questionado se não estaria em desvantagem em relação a Wellington, já que o liberal recebeu o aval do partido para ser pré-candidato enquanto ele ainda tenta se viabilizar internamente. Campos não tocou na questão interna do União Brasil e disparou a proposta feita a WF.
"Eu sou um homem despojado, não tenho vaidade, nenhum interesse. Eu faço política porque eu gosto de política e gosto de gente. Eu não sou aquele político que é só amigo das pessoas, da população na época eleitoral", disse o senador.
No União Brasil a situação é desfavorável para Jayme. O presidente estadual do partido, o governador Mauro Mendes (União Brasil), já sinalizou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que da mesma forma que Wellington, tem a chancela da nacional da sua sigla. Em caso de recuo, restaria ao senador o pleito à reeleição. Se for derrotado nas urnas, Wellington não perde, já que ainda tem mais anos de mandato à frente. Para Jayme, no entanto, a situação é mais delicada e o senador precisa ponderar.


















