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GESTÃO PRIVADA

Secretário defende modelo de OS para manter serviços na Santa Casa

Instituto São Lucas foi o primeiro a apresentar proposta no leilão judicial

Conteúdo Hipernotícias
DA REDAÇÃO/ DO LOCAL

A Santa Casa de Cuiabá vive um momento de redefinição estratégica. Com a abertura do Hospital Central nesta segunda-feira (19), que assumirá 80% da sua demanda atual, a unidade deixará de ser o "coração" da alta complexidade para focar em nichos específicos, como oncologia e nefrologia. No entanto, a grande batalha agora é sobre quem terá a chave da porta.

O secretário Gilberto Figueiredo foi enfático ao defender que o Estado não deve ser o administrador direto. Segundo ele, o modelo de Organização Social (OS) ou gestão privada é a solução, devido ao histórico da gestão pública da Saúde na capital, além do que ele chama de "legislação pública engessada".

A crítica de Figueiredo à Prefeitura de Cuiabá não é isolada, ela carrega o peso de dois eventos traumáticos recentes na saúde da capital. Incluindo o colapso da Santa Casa em 2019, quando fechou as portas em março daquele ano sob gestão filantrópica e municipal, afundada em dívidas e salários atrasados.

O Estado precisou intervir, requisitar o prédio e reabri-lo como Hospital Estadual. Além da intervenção estadual na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, motivada por irregularidades na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), é o argumento técnico-político que Figueiredo usa para afirmar que o município não tem capacidade de absorver mais uma unidade.

A mudança definitiva virá através do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Como o prédio e a marca pertencem à antiga fundação (cheia de dívidas trabalhistas), o leilão é o caminho jurídico para "limpar" a unidade e entregá-la a um novo gestor.

A primeira entidade a apresentar uma proposta de R$ 20 milhões pelo imóvel da Santa Casa, foi o Instituto São Lucas, mantenedor do Hospital Hilda Strenger Ribeiro. O valor foi ofertado no processo de execução trabalhista que envolve a instituição hospitalar da capital.

Gilberto defendeu que o uso de grupos que já gerem outras unidades com sucesso como o modelo do Hospital Einstein Israelita no Hospital Central e do próprio São Lucas, são opções melhores que a gestão pública municipal.

 

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