A presidente em exercício do Sinjusmat, Geane Lina Teles, rebateu a decisão judicial que declarou a greve da categoria ilegal e disparou contra os escândalos de corrupção que atingiram o alto escalão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). As declarações foram feitas durante protesto em frente à Assembleia Legislativa (ALMT), nesta quarta-feira (21).
“Greve é legal. Ilegal mesmo é vender sentença”, provocou a sindicalista, em clara referência ao afastamento de desembargadores suspeitos de comercializar decisões judiciais em Mato Grosso.
A reação da líder sindical ocorre após a decisão de segunda-feira (19), que impôs uma multa diária de R$ 200 mil ao sindicato caso a paralisação continuasse. Geane denunciou que o tribunal está utilizando métodos de pressão para desmobilizar o movimento.
“Nosso servidor está sendo ameaçado. Nosso servidor está sendo coagido ao corte de ponto”, afirmou Geane, destacando que a pressão psicológica tem sido constante nas unidades judiciárias.
RECUO ESTRATÉGICO EM PAUTA
Apesar da retórica combativa, o sindicato demonstrou preocupação com a necessidade financeira dos trabalhadores. Geane admitiu que o retorno aos postos de trabalho é uma possibilidade real para evitar que os servidores fiquem sem salário, mas garantiu que isso não significa o fim da luta.
“Nós somos pessoas que se preocupam com a saúde financeira. Vamos chamar os servidores e pontuar o que for melhor, mas não vamos nos calar”, ponderou a líder.
Uma Assembleia Geral deve ser convocada para definir se a greve será suspensa ou mantida sob resistência. Caso o impasse com o TJMT persista, o Sinjusmat não descarta nacionalizar a pauta, organizando uma marcha até Brasília para denunciar a situação de Mato Grosso aos órgãos superiores.
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OUTRO LADO
Procurado, o TJMT ainda não se manifestou sobre as declarações da sindicalista. O espaço segue aberto.


















