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OPERAÇÃO SAFE TRUCK

Justiça mantém tornozeleira eletrônica de réus acusados de roubar caminhões

Decisão rejeita pedidos de revogação com base na gravidade dos crimes e ausência de igualdade processual entre acusados e investigados

Conteúdo Hipernotícias
Da Redação

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a tonozeleira eletrônica de Edson Francisco Soares Júnior e outros quatro réus da Operação Safe Truck, que investiga crimes de organização criminosa, receptação e lavagem de cerca de R$ 60 milhões em Mato Grosso. A decisão, desta segunda-feira (19), rejeitou pedidos de revogação da tornozeleira eletrônica com base na ausência de identidade fática entre os acusados e investigados que tiveram medidas flexibilizadas.

Edson Soares Júnior alegava que deveria ser beneficiado pela mesma decisão concedida a Luciano de Lara Santos, cujo monitoramento foi suspenso. No entanto, o juiz destacou que Luciano não foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), enquanto Edson é réu formalmente acusado, o que inviabiliza a aplicação do princípio da isonomia.

O magistrado ressaltou ainda que os crimes imputados aos réus, organização criminosa, receptação e lavagem de capitais, são de elevada gravidade e complexidade, envolvendo 44 acusados.

“O monitoramento eletrônico configura medida cautelar alternativa à prisão, menos gravosa e compatível com o princípio da excepcionalidade da custódia cautelar, mostrando-se, no momento, suficiente e proporcional aos fins a que se destina, devendo ser mantida até ulterior reavaliação”, destacou Bezerra.

Em contrapartida, o juiz acolheu o pedido de Edivaldo Lopes da Silva, substituindo sua prisão preventiva por medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico por 180 dias, proibição de contato com corréus e testemunhas, comparecimento periódico em juízo e vedação de saída da comarca sem autorização judicial. A medida foi tomada com base no parecer favorável do Ministério Público e no princípio da isonomia, já que outros réus em situação semelhante já respondem em liberdade.

Também foram indeferidos os pedidos de revogação do monitoramento feitos por Jefferson Dalmoro, Antony Richard Oliveira de Paiva, Vanderlei Cristiano Sepp e Odemar Marques dos Santos. O juiz reforçou que esses réus foram denunciados por múltiplos crimes graves.

OPERAÇÃO SAFE TRUCK
A Operação Safe Truck, da Polícia Civil de Mato Grosso, desarticulou uma organização criminosa especializada em furtar, roubar, receptar e revender módulos e peças de caminhões, movimentando cerca de R$ 60 milhões em quatro anos. A investigação descobriu que a quadrilha atuava desde 2021, furtando módulos eletrônicos e outras peças de caminhões estacionados em postos e pátios durante a madrugada. Pelo menos 120 caminhoneiros foram vítimas dos criminosos.

Os criminosos desmontavam rapidamente os veículos e enviavam as peças por transportadoras para líderes do esquema em Mato Grosso. As peças eram revendidas no mercado paralelo por valores muito abaixo do preço real, módulos que custam R$ 80 mil a R$ 100 mil eram vendidos por R$ 10 mil a R$ 15 mil.

A quadrilha tinha mais de 30 integrantes com funções bem definidas como executores dos furtos, transportadores, receptadores e responsáveis pela lavagem de dinheiro. Os crimes eram cometidos em Mato Grosso e em outros estados como Rondônia, Paraíba, Santa Catarina e São Paulo.

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