O vice-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Júlio Campos (União Brasil), disse que espera a interferência da nacional para viabilizar a candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao governo, pacificando o impasse interno com o apoio de ala do grupo ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Júlio afirmou estar em conversação com a executiva do UB em Brasília e ressaltou que há interesse dos caciques do partido em ter uma candidatura própria em Mato Grosso. Entre as lideranças que seriam favoráveis a essa projeção, Júlio citou o presidente nacional do UB, Antônio Rueda; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Júlio Campos questionou a lógica de abrir mão de uma candidatura com alto potencial eleitoral, como a de Jayme Campos, em favor de um aliado de outra legenda. Ele destacou que, embora o Republicanos seja um parceiro estratégico na base governista, ele não integra o União Brasil ou o PP. Para o deputado, permitir que o comando do estado saia do controle do partido seria um erro tático.
"Você tem um candidato com potencial de ser governador, vai rejeitar a oportunidade, vai abrir mão para colocar um republicano?", questionou Júlio Campos no podcast HNT TV Entrevista. "É nosso aliado, é nosso amigo, mas não é no partido", emendou o deputado estadual.
A declaração de Júlio gera mais tensão interna na federação e pressiona o governador Mauro Mendes (União Brasil), presidente estadual do partido e o principal fiador da candidatura de Otaviano Pivetta.
Os irmãos Campos têm condicionado sua permanência no UB à concessão de espaço a Jayme. Caso a federação feche acordo com o Republicanos e opte por apoiar o vice-governador, Júlio asseverou que está disposto a deixar o partido. "Se não houver espaço, nós saímos do partido", disse o deputado.
Conforme ele, as conversas paralelas estão ativas e "falta partido" para recebê-los. Entretanto, Júlio acredita que a rusga interna não vai escalar ao ponto de implicar na sua desfiliação e do senador Jayme.
"Nós estamos conversando com vários partidos em Brasília, né? Mas nós ainda acreditamos que o diretório nacional vai manter porque há interesse do partido, da direção nacional", concluiu Júlio.
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