Após o governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), chamar o PT de partido “narcoafetivo“, a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou judicialmente, nesta terça-feira (6), o vice do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A crítica de Ramuth, feita durante uma agenda na zona sul da capital paulista na segunda-feira (5/1), foi encaixada quando ele falava sobre a possibilidade de o estado de São Paulo receber uma leva de imigrantes venezuelanos.
“Eu acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas que estão na fronteira a retornar ao seu país, onde ele [o cidadão venezuelano] vai poder desfrutar de liberdade e vai deixar de ter aquele Estado narcoafetivo, como o PT que nós temos aqui no nosso país. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo. Assim como a gente tinha o regime na Venezuela narcodependente”, disse o político.
O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou duramente a postura do vice-governador, afirmando que “mentiras, fake news e tentativa de manipulação da opinião pública são expedientes que a direita brasileira tenta normalizar, mas são inaceitáveis. Quanto mais vindas de uma autoridade eleita”.
Para o secretário, “quem deveria dar exemplo de ética e compromisso público se deixa levar pelo desespero de uma iminente derrota eleitoral e mente, descaradamente. Acionamos a Justiça e ele vai ter que responder pelo crime cometido”.
No sábado (3/1), Tarcísio já havia alfinetado o partido adversário ao elogiar a ação norte-americana que, violando o direito internacional, atacou a Venezuela e prendeu o ditador do país, Nicolás Maduro.
Valadares reforçou ainda a necessidade de controle sobre o ambiente digital. “Internet e redes sociais não podem mais ser terra sem lei. O mundo inteiro está atento a isso e por isso eu sigo defendendo a regulação das redes sociais. Mentiu, tem que pagar”, declarou.
Caso Bilynskyj
A iniciativa contra Ramuth soma-se a outras medidas jurídicas adotadas pela legenda para coibir associações criminosas sem lastro fático. Recentemente, o PT também protocolou uma ação por danos morais contra o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) na 2ª Vara Cível de Brasília.
No caso de Bilynskyj, o partido aponta que o parlamentar usou suas redes sociais para propagar um vídeo que associava falsamente o partido e o presidente Lula ao narcotráfico internacional.
Além do pedido de remoção imediata do conteúdo, o PT pleiteia uma indenização de R$ 30 mil, ressaltando que “a liberdade de expressão não pode ser utilizada como escudo para macular a honra de terceiros com crimes inexistentes”.


















