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PROBLEMAS NA FEDERAÇÃO

HNT TV: Júlio diz que falta de nome ao governo dificulta definição de chapa de deputados

Para Campos, o União Brasil não pode abrir mão de protagonismo na disputa à majoritária em 2026

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Da Redação

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Campos (União Brasil), afirmou ao HNT TV Entrevista que a federação União Progressista enfrenta dificuldades para montar chapas competitivas de deputados estaduais e federais devido à indefinição sobre a candidatura ao governo. Segundo ele, a falta de um projeto majoritário fechado tem provocado divisão interna e travado as articulações eleitorais.

De acordo com Júlio, a federação está rachada. Enquanto uma ala defende o apoio ao governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), outro grupo é favorável à construção da candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Palácio Paiaguás. Pivetta é unanimidade dentro do Republicanos, mas Jayme encontra resistência dentro do próprio União Brasil, especialmente do governador Mauro Mendes, presidente estadual da sigla, que já declarou apoio ao vice-governador.

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Apesar disso, Jayme Campos ignora o favoritismo de Mauro Mendes por Otaviano Pivetta. Júlio revelou que, durante a reunião que oficializou a posse do ex-deputado federal Nilson Leitão como presidente do Progressistas em Mato Grosso, o senador colocou formalmente seu nome à disposição para disputar o governo. 

"O que não dá para entender é essa tentativa de impor candidaturas únicas ou semiúnicas. A eleição em dois turnos existe justamente para permitir que os partidos apresentem seus projetos e seus candidatos, e que o eleitor decida quais propostas avançam para o segundo turno", argumentou Júlio.

O parlamentar destacou ainda que, com o fim das coligações proporcionais, cada partido ou federação precisa ter candidatura própria ao governo para viabilizar a formação das chapas proporcionais. "A União Progressista precisa ter candidato a governador, a senador e chapada completa para deputado federal e estadual. O MDB terá sua candidatura própria, o PSD também, assim como a federação liderada pelo PT, o Republicanos e o PL", explicou.

Júlio citou ainda que o PL já tem um nome natural ao governo, o senador Wellington Fagundes (PL), com apoio do diretório nacional. "Independentemente de divergências internas, é um candidato forte, com trajetória consolidada. Está na política desde os anos 1990, foi seis vezes deputado federal e duas vezes senador", afirmou.

O deputado também mencionou a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) liderada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), deve lançar a médica Natasha Slhessarenko (PSD) como pré-candidata ao Paiaguás, além do Republicanos, que já definiu a candidatura de Otaviano Pivetta, atual governador em exercício.

Para Júlio Campos, a União Progressista não pode abrir mão de protagonismo na disputa majoritária. 'O senador Jayme Campos já colocou seu nome à disposição. Estamos trabalhando nas bases, mas isso depende da decisão do partido. Se não tivermos candidato a governador, fica muito difícil fechar as chapas proporcionais", alertou.

Segundo ele, a indefinição tem impacto direto na formação das chapas. "Com um projeto definido, conseguimos preencher as nove vagas de deputado federal e as 25 de deputado estadual. Sem isso, a montagem da chapa fica comprometida", concluiu.

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