A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, marcou para o dia 26 de fevereiro de 2026 a audiência de instrução e julgamento contra o policial militar Rennan Albuquerque de Melo. Ele responde pela acusação de homicídio qualificado, ocorrido na tarde do dia 3 de novembro de 2022, na Rua Batista das Neves, próximo ao Cemitério da Piedade na capital.
Renan é o mesmo PM que atirou em um motorista de aplicativo no dia 19 de dezembro de 2025 após uma discussão de trânsito. Para tentar ocultar a autoria do crime, ele e sua esposa fizeram uma falsa comunicação de que seu carro teria sido furtado. Ele, que já estava afastado da corporação, foi preso preventivamente dias depois.
Segundo os autos, o crime teria sido cometido mediante motivo torpe. O crime aconteceu após Renan e outro policial receberem uma denúncia de tráfico de drogas na região central da cidade e terem dado ordem para o suspeito parar assim que foi avistado. De acordo com a versão oficial apresentada na época, a vítima teria sacado uma arma, momento em que Rennan efetuou os disparos que mataram o homem.
A magistrada rejeitou qualquer possibilidade de trancamento da ação ou absolvição sumária e determinou a realização da audiência por videoconferência.
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Além desses crimes, Rennan já foi flagrado agredindo um adolescente, em janeiro de 2025, após suspeitar que o jovem teria causado danos ao seu carro no condomínio onde eles moram. À polícia, o pai do adolescente afirmou que as pessoas do condomínio relatavam ter medo dele devido ao seu comportamento violento.
Um ano antes, em março de 2024, o PM foi denunciado por invadir a residência e agredir um idoso de 60 porque ele estaria atrapalhando uma investigação de tráfico de drogas no bairro Goiabeiras.

















