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DO FORNO A POLÍTICA

Pizzaria de desembargador afastado virou site que recebeu mais de R$ 327 mil do deputado José Medeiros

Esquema investigado pelo CNJ aponta que empresa de ex-assessor de José Medeiros, que recebeu R$ 327 mil em cotas, tem origem em sociedade com esposa do magistrado afastado.

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O afastamento do desembargador Dirceu dos Santos revelou que ele teria ligação com diversas empresas, incluindo uma pizzaria aberta em 2018, que depois virou o site MT Press, dirigido por Rubens Alves, ex-assessor do deputado federal José Medeiros (PL). Após a criação do portal, em junho de 2023, Medeiros repassou R$ 327,8 mil em verba parlamentar à empresa ao longo de pouco mais de dois anos. As informações são do site Olhar Jurídico.

A pizzaria Leve Pizza foi aberta por Rubens e Renato Matos. Em 2019, Renato saiu e as cotas passaram para Dirceu e sua esposa atual, Carla Patrícia Monteiro dos Santos, que assumiu a administração. Meses depois, Dirceu deixou a sociedade, e Carla ficou com 95% das cotas. No entanto, nessa época, ele ainda estava em processo de separação da sua ex-mulher, Márcia Amâncio de Souza da Silva, que já havia denunciado e a fábrica de pizzas pré-assadas teria tido um lucro de R$ 800 mil.

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Em 2020, Carla saiu e Rubens tornou-se o único dono. Em 2023, ele transformou a empresa no site MT Press, mantendo o mesmo CNPJ e alterando endereço e atividades. Em 2024, novas mudanças ampliaram o escopo do negócio e o endereço voltou ao local original.

As notas fiscais mostram que o MT Press e um dos escritórios de Medeiros chegaram a funcionar em salas vizinhas, com endereços que se alternavam entre si. Entre 2023 e 2026, a empresa recebeu mais de R$ 327 mil da cota parlamentar. Medeiros reconheceu a coincidência de endereços, mas negou irregularidades.

O caso de Dirceu dos Santos envolve suspeitas de patrimônio incompatível, venda de sentenças, uso de laranjas, empresas de fachada e movimentações superiores a R$ 14 milhões, reveladas após a apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023 em Cuiabá. O processo está na Procuradoria-Geral da República, e o desembargador segue afastado enquanto nega as acusações.

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As investigações da Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que todos esses indícios se referem a análise do Imposto de Renda do magistrado entre 2021 e 2023. Apesar disso, o processo de separação de Dirceu e Márcia já havia revelado um patrimônio estimado em R$ 18 milhões em 2020, incluindo carros, imóveis em Cuiabá e um cada na Flórida, nos Estados Unidos.

Antes do afastamento de Dirceu pelo CNJ, o corregedor nacional de Justiça ministro Mauro Campbell, havia suspendido um processo relacionado a uma fazenda. Isso porque no mesmo dia que ele proferiu uma sentença suspendendo a imissão de posse da propriedade rural, o desembargador recebeu um depósito de R$ 250 mil.

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