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TRÂNSITO CAÓTICO

Abilio admite que entrega do BRT não deve ser suficiente para resolver trânsito em Cuiabá

Prefeito afirma que alto número de veículos, concentração de serviços e preferência pelo transporte individual devem manter congestionamentos na capital.  

Conteúdo Hipernotícias
DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que nem mesmo a conclusão das obras do BRT de Cuiabá deve ser suficiente para resolver os problemas de trânsito na capital mato-grossense. Segundo ele, fatores estruturais da cidade, como a alta quantidade de veículos e a concentração de atividades administrativas dos poderes públicos, fazem com que a mobilidade urbana continue sendo um desafio.

Brunini avalia que o novo sistema não deve provocar mudanças significativas no comportamento da população em relação ao transporte. “Eu chego a dizer que o BRT não vai resolver esse problema de mobilidade. Porque a maioria das pessoas vai continuar andando de carro”, afirmou em entrevista nesta sexta-feira (6). 

Segundo ele, a preferência da população cuiabana pelo transporte individual ainda é predominante, o que reduz o impacto que o transporte coletivo pode ter na redução do trânsito.

“A população pode ter BRT, pode ter VLT, mas a preferência ainda é pelo transporte individual [...] Cuiabá tem praticamente um carro ou uma moto por habitante. Nos horários de pico, isso cria uma densidade muito alta de veículos nas principais vias”, afirmou.

Além disso, Brunini destacou que o perfil econômico da capital contribui para a concentração de deslocamentos em determinadas regiões. Um dos exemplos citados pelo prefeito é o Centro Político Administrativo, onde estão concentradas instituições públicas.

Segundo ele, essa concentração gera fluxo intenso diário de servidores públicos e usuários de serviços. “Cerca de 19% da população de Cuiabá é formada por servidores públicos, seja do município, do Estado ou da União. Muitos desses trabalhadores precisam se deslocar justamente para o Centro Político Administrativo”, explicou.

MEDIDAS PALIATIVAS 

Diante do cenário, a prefeitura tem adotado medidas emergenciais para tentar amenizar os congestionamentos, como a ampliação da presença de agentes de trânsito e estudos para flexibilização de horários de trabalho em alguns setores.

Mesmo assim, o prefeito reconhece que essas ações têm efeito limitado diante da realidade atual. “Essas medidas são insuficientes diante da quantidade de veículos e das obras em andamento”, admitiu.

Brunini também descartou iniciar novas grandes intervenções viárias neste momento, apesar de reconhecer a necessidade de manutenção asfáltica. Segundo ele, lançar novos projetos enquanto a cidade enfrenta diversos canteiros de obras poderia piorar ainda mais o trânsito.

Além disso, o prefeito aponta dificuldades no mercado da construção civil, como escassez de mão de obra e equipamentos disponíveis. “Se lançarmos novas obras agora, podemos enfrentar aumento de custos, porque há muita demanda e pouca oferta de empresas e equipamentos”, explicou.

A estratégia da gestão é aguardar a conclusão de parte das obras atuais antes de iniciar novos projetos estruturais.

 

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