O radialista e locutor Radamés Alves negou que sua saída da gestão da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), tenha sido motivada por interesses pessoais. Nos bastidores circulou a informação de que o rompimento teria ocorrido após a escolha de um empresário do ramo de eventos para organizar a Expo VG, em detrimento dele. O comunicador, no entanto, afirma que a decisão foi política. O locutou citou diretamente "humilhações" ao seu "maior líder", o vice-prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli (PL).
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (5), Radamés afirmou que sua saída não está relacionada a disputas por interesses financeiros. “Eu não tenho empresa e não tenho nada a cobrar da prefeitura. Meu cargo era de assessor. Foi uma decisão por relacionamento mesmo”, afirmou.
Ele declarou que deixou o grupo por discordar da condução interna da administração e da forma como aliados vêm sendo tratados dentro da gestão. Entre as críticas, ele citou episódios que classificou como “humilhação” ao vice-prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli, também do PL, e apontou falta de diálogo dentro da própria base.
“A primeira pessoa que foi maltratada e humilhada foi o nosso líder maior, o Tião da Zaeli. Ela começou a colocar o Tião de lado”, declarou.
Segundo Radamés, o desgaste político da gestão se agravou ao longo dos meses e a ruptura começou quando, de acordo com ele, o vice-prefeito passou a ser isolado dentro da administração. O ex-assessor também criticou a condução política da prefeita, afirmando que a dificuldade de diálogo teria criado rivalidades internas e tensionado a relação com aliados e com a Câmara Municipal.
“Ela não consegue dialogar com a Câmara. Fala uma coisa de manhã e muda à tarde. Isso criou rivalidade e desgaste”, afirmou.
Radamés disse ainda que o ambiente dentro da prefeitura mudou nos últimos meses, o que contribuiu para sua decisão de deixar o cargo. Ele revelou que já havia pedido desligamento anteriormente, mas permaneceu por insistência de integrantes da própria gestão.
“Eu já tinha pedido para sair há dois meses. Mas essa semana eu não consegui mais continuar. Eu já não conseguia sair na rua, as pessoas começaram a cobrar”, relatou, ao reafirmar as críticas a gestão que já havia feito na quarta-feira (4), ao anunciar a saída da gestão.
Além das críticas, Radamés ainda convocou um protesto para o Paço Couto Magalhães, na manhã desta sexta-feia (6).
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