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BANDEIRA BRANCA

Após pressão e mudança de bloco, Botelho volta à CCJR

Deputado havia criticado exclusão da Comissão de Constituição e Justiça; nova publicação no Diário Oficial recoloca parlamentar como membro do colegiado

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DA REDAÇÃO

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) voltou a integrar a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) após reclamar publicamente de ter sido excluído do colegiado na nova composição das comissões permanentes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

As declarações de Botelho inflamaram o Parlamento estadual. Durante a sessão desta quarta-feira (4), outros deputados também criticaram a distribuição das vagas nas comissões e chegaram a ameaçar judicializar a questão caso não houvesse revisão da composição.

No entanto, a judicialização não foi necessária. A alteração foi oficializada com a publicação no Diário Oficial Eletrônico desta quinta-feira (5), por meio de atos assinados pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB).

A mudança ocorre após Botelho fazer declarações duras desde a semana passada, mirando especialmente o líder do governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco (União), por ter ficado de fora da formação inicial da CCJR, colegiado que ele já presidiu.

Com a nova configuração, a CCJR será presidida por Dilmar Dal Bosco, tendo como vice-presidente o deputado Diego Guimarães (Republicanos). Além de Botelho, integram a comissão como titulares os deputados Júlio Campos (União) e Chico Guarnieri (PRD).

Na prática, Botelho assumiu a vaga de titular que antes estava com o deputado Thiago Silva (MDB). Com isso, Thiago passou para a suplência no lugar da deputada Janaina Riva (MDB), ao lado de Sebastião Rezende (UB), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSD) e Dr. Eugênio (PSB).

A publicação também confirma a mudança de Botelho para o Bloco Movimento Democrático Brasileiro, liderado por Janaina Riva.

Outro deputado beneficiado com a revisão foi Gilberto Cattani (PL), que também havia criticado a composição durante a sessão de ontem. Ele deixou a vice-presidência e passou a presidir a Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária.

Com isso, o deputado Nininho (Republicanos), que antes ocupava a presidência, passou a ser vice. Os demais integrantes da comissão permanecem os mesmos.

NEM TODOS GANHARAM

A reclamação pública, porém, não teve efeito positivo para todos. O deputado Fábio Tardin (PSB) acabou perdendo espaço após criticar a composição.

Tardin chegou a confrontar o presidente do próprio bloco “Parlamentares Unidos”, o deputado Dr. Eugênio (PSB), e acabou sendo substituído por ele como membro titular da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto.

LEIA MAIS:  Deputados acusam traições e ameaçam judicializar Comissões 

 

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