O delegado da Draco (Delegacia de Combate ao Crime Organizado) de Cuiabá, Victor Hugo Caetano de Freitas, responsável pelo inquérito da Operação Showdown afirmou que a Kauany Beatriz, Guilherme Laureth e Paulo Felizardo, respectivamente filha, genro e pai de Angélica Saraiva de Sá, a 'Angeliquinha' do Comando Vermelho, movimentaram o equivalente a R$ 20 milhões por meio de jogos de azar e empresas de fachada. Os familiares de 'Angeliquinha' estavam à frente de um esquema refinado que lavava milhões do tráfico de drogas, 'esquentando' notas para o crime.
Nesta quinta-feira (5), a Polícia Civil cumpre 31 mandados judiciais contra Kauany, Guilherme e Paulo. A filha e o genro da líder do CV, que está foragida desde agosto de 2025 após escapar de um presídio na Capital, começaram a levantar suspeitas das autoridades pela vida de luxo exibida para mais de 40 mil seguidores no Instagram. O jovem casal torrava o dinheiro do crime em viagens, jantares, roupas de marca e carros.
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"Eles não praticavam labor nenhum e movimentavam valores altos de recursos", falou Victor Hugo.
Além de buscas e apreensões, a Justiça também determinou o sequestro de bens. Segundo o delegado, 'Angeliquinha' coordenava a operação de forma remota, fazendo as negociações com os fornecedores do Comando e dando as coordenadas de como os familiares deveriam agir. Em 18 meses, eles escoaram milhões.
"Os familiares realizavam atividades criminosas de lavagem utilizando-se de plataformas de apostas e empresas de fachada. O grupo movimentou mais de R$ 20 milhões no período de um ano e meio. Esses suspeitos sabidamente, o pai da suspeita, a filha e o genro viviam vidas luxuosas, incompatíveis com as atividades que exerciam", detalhou o delegado.
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OPERAÇÃO SHOWDOWN
São cumpridos, na operação, quatro mandados de prisão, sete mandados de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoa jurídica, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Sinop, nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
As ordens judiciais foram decretadas com base em investigações conduzidas em inquérito policial conjunto da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá e da Delegacia de Alta Floresta.
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio das equipes da Delegacia de Alta Floresta, da Delegacia de Nova Bandeirantes e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
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