O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), adotou cautela ao comentar as tensões geopolíticas globais que impulsionaram o preço do petróleo nesta semana. O ministro admitiu que há temor no mercado e entre os produtores rurais, mas afirmou que o momento não é de "pânico".
Fávaro destacou que o Irã, atacado pelos Estados Unidos e por Israel, é um grande parceiro econômico do Brasil, sendo o maior importador de milho brasileiro. Além disso, frisou a dependência do Brasil de produtos nitrogenados do exterior, o que impacta o custo de produção.
"Já há um certo temor no mercado, mas eu gostaria de tratar isso com bastante cautela. A Petrobras, por exemplo, está lançando um plano de divisão de dividendos para os seus acionistas, o que é importante, é uma empresa de capital aberto, mas com um fundo de reserva para não ter que ficar mexendo no preço dos combustíveis", falou.
Fávaro, por outro lado, ponderou que o controle nos preços não poderá ser mantido por muito tempo, caso a guerra se prolongue por mais tempo do que o esperado.
NOVA FASE
Os Estados Unidos e Israel anunciaram uma 'nova fase' no conflito contra o Irã. Ao todo, já foram mais de 200 alvos destruídos no país do Oriente Médio nas últimas 72 horas, além de 30 navios.
Com o encerramento da fase 'surpresa', EUA e Israel planejam desmantelar a infraestrutura do regime iraniano.


















