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BRIGA POR NARGUILÉ

Mulher que tentou atropelar vizinho e alegou surto psicótico vai a Júri

Conteúdo Hipernotícias
Da Redação

A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu que a técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício será submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão de pronúncia, desta segunda-feira (9), confirma que há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade para que o Conselho de Sentença decida sobre a tentativa de homicídio qualificado, além dos crimes de ameaça, dano qualificado e resistência.

Embora um laudo pericial tenha apontado que Amanda era, à época dos fatos, "totalmente incapaz de compreender o caráter ilícito de seus atos", a magistrada manteve o rito do Júri. Isso ocorre porque a defesa apresentou outras teses além da insanidade mental, como a desclassificação para lesão corporal.

“Não se tem a comprovação cristalina da intenção da acusada no momento dos fatos, sobretudo pelas declarações das vítimas e depoimentos das testemunhas, de modo que a dúvida deve ser dirimida pelos juízes da causa, em profunda análise do mérito. Nesse passo, conclui-se que os depoimentos uníssonos das testemunhas, concatenados com as demais provas dos autos, formam arcabouço probatório suficiente para autorizar a pronúncia da acusada”.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o episódio ocorreu na madrugada de 12 de setembro de 2023 no bairro Morada da Serra, na capital. Amanda sentiu-se incomodada com vizinhos que estavam sentados na calçada conversando, ouvindo música e fumando narguilé.

Após proferir insultos, a própria Amanda acionou a Polícia Militar. Os policiais compareceram ao local, mas, ao constatarem que não havia irregularidades que justificassem a condução dos jovens, orientaram as partes e foram embora.

Apenas dez minutos após a saída da viatura, a técnica de enfermagem entrou em seu veículo, um Chevrolet Corsa branco, e acelerou em direção ao grupo. Segundo testemunhas, ela simulou que guardaria o carro na garagem, mas desviou bruscamente contra as vítimas. O veículo atingiu e arremessou Andrey de Jesus Queiroz Mendes da Silva, parando apenas após colidir e derrubar o portão da residência, ficando "emperrado" no local.

Após os fatos, Amanda teria descido do carro armada com uma faca, riscando o objeto no chão e ameaçando matar os que estavam ali. Ela ainda teria destruído janelas, portas e objetos dentro da casa das vítimas.

Com o retorno da PM, a acusada teria reagido com violência à voz de prisão e os militares tiveram que usar spray de pimenta para contê-la, uma vez que ela estaria "brigando de paulada" com moradores da rua no momento da chegada da guarnição.

LEIA MAIS: Laudo confirma que técnica de enfermagem estava em surto psicótico quando tentou atropelar vizinho

Apesar da gravidade dos fatos, a ré aguardará o julgamento em liberdade, beneficiada por uma decisão anterior do Tribunal de Justiça (TJMT). A juíza Helícia Vitti, no entanto, revogou a medida de comparecimento mensal em juízo, citando que Amanda tem cumprido as determinações e demonstrado comportamento controlado desde a concessão da liberdade cautelar.

A data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda será definida.

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