Terça-feira, 10 de Março de 2026
icon-weather
DÓLAR R$ 4,08 |

10 de Março de2026


Área Restrita

Justiça Terça-feira, 10 de Março de 2026, 16:30 - A | A

Terça-feira, 10 de Março de 2026, 16h:30 - A | A

COM GOLPES DE PICARETA

Faccionados são condenados a mais de 95 anos por tortura, homicídio e ocultação de cadáver

Tribunal do Júri condena integrantes de facção por dois homicídios em Guarantã do Norte; grupo usou soda cáustica para dificultar a identificação das vítimas

Conteúdo Hipernotícias

Dois integrantes de uma organização criminosa foram condenados pelo Tribunal do Júri de Guarantã do Norte (731 km de Cuiabá) pelos homicídios qualificados de Marcionílio Riselo Neto e Haroldo Júnior Barboza de Souza, além dos crimes de ocultação de cadáver. O réu Keulis Jhoni de Souza Cordeiro foi condenado a 52 anos, oito meses e 15 dias de reclusão, enquanto Luan Cardoso recebeu pena de 42 anos e quatro meses. Os condenados iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

Outros dois envolvidos nos crimes já haviam sido condenados em 2024, em processo desmembrado. O julgamento de Keulis Jhoni e Luan ocorreu no dia 27 de fevereiro. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pela promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo, responsável pela acusação em plenário, reconhecendo que os crimes foram cometidos por motivo torpe, mediante meio cruel e com recurso que dificultou a defesa das vítimas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os homicídios ocorreram em julho de 2022, após o evento agropecuário Expotã 2022. Haroldo Júnior foi atraído e coagido a entrar em um veículo com os condenados, que posteriormente também emboscaram Marcionílio. A dupla seguiu com as vítimas pela BR‑163 até a zona rural do município, em regiões conhecidas como Linha da Cachoeirinha e Linha Santo Antônio.

As investigações demonstram que as vítimas sofreram torturas físicas e psicológicas durante todo o percurso. Marcionílio foi morto primeiro, atingido por sucessivos golpes de picareta no crânio. Parte do grupo retornou à cidade para adquirir soda cáustica, utilizada para dificultar a identificação do corpo, que foi ocultado em área de difícil acesso. Depois, Haroldo também foi assassinado com golpes de picareta e obrigado a ingerir a substância cáustica antes de ser enterrado em cova rasa.

Os crimes teriam sido motivados por disputas relacionadas ao tráfico de entorpecentes sintéticos. As vítimas estavam comercializando drogas sem autorização da facção criminosa que atua na localidade, o que levou os membros do grupo a planejarem e executarem as mortes.

Durante o julgamento, a promotora de Justiça apresentou provas periciais, depoimentos e elementos reunidos pela Polícia Civil, que ajudaram a esclarecer a dinâmica dos fatos. As imagens obtidas por câmeras de segurança, registros de redes sociais e informações anônimas coletadas pelo delegado Lucas Lelis Lopes também contribuíram para o convencimento dos jurados.

✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp

✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 

Comente esta notícia

Rua Rondonópolis - Centro - 91 - Primavera do Leste - MT

(66) 3498-1615

[email protected]