Por:
Isabella Lima
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/moraes-da-prazo-para-malafaia-se-manifestar-sobre-ofensas-ao-alto-comando-do-exercito,173e7846ac6dd136e481bb1334d5143exczth7s0.html?utm_source=clipboard
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o pastor Silas Malafaia apresente esclarecimentos a respeito de declarações ofensivas contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.
Malafaia foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de calúnia e injúria em razão de declarações feitas durante uma manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, em abril de 2025. A denúncia foi apresentada em 18 de dezembro, na véspera do recesso do Judiciário.
Segundo a PGR, o pastor teria ofendido a dignidade e o decoro do comandante do Exército durante a manifestação. Do alto de um carro de som, Malafaia atacou o Alto Comando do Exército, sem mencionar nomes diretamente.
"Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição", disse na ocasião.
Após o oferecimento da denúncia pela PGR, Moraes abriu, em 20 de dezembro, um prazo de 15 dias para que a defesa se manifeste. Concluída essa fase, o STF decidirá se aceita ou não a denúncia contra Malafaia.
A mobilização havia sido convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o objetivo de pressionar por anistia aos participantes dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e, desde novembro, cumpre pena na superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Após a determinação de Moraes, Malafaia chegou a criticar publicamente a denúncia apresentada pela PGR. O líder religioso afirmou que nunca citou nominalmente o general e classificou a ação como “perseguição política” e violação da liberdade de expressão. “O que eu falei na Avenida Paulista, em qualquer nação democrática do mundo, na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá, em qualquer lugar, é liberdade de expressão”, disse.


















