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OPERAÇÃO CLEÓPATRA

Justiça decide que bens da “musa da pirâmide” será usado para ressarcir vítimas

Decisão determina acompanhamento dos bens apreendidos e ressalta que vítimas devem ser ressarcidas antes de qualquer destinação ao Fundepol.

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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá deferiu pedido da Coordenadoria de Informações Financeiras e Recuperação de Ativos (CIFRA) da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso para acompanhar os bens apreendidos e bloqueados na Operação Cleópatra, envolvendo a “influencer” Taiza Tosatt Eleoterio Ratola. No entanto, a decisão, desta quinta-feira (12), explica que a destinação de valores ao fundo só poderá ocorrer após o ressarcimento integral das vítimas, estimado em R$ 4,9 milhões

“Ressalte-Se, contudo, que eventual destinação de valores ao Fundepol somente poderá ocorrer após o integral ressarcimento das vítimas dos crimes apurados nestes autos, conforme pedido formulado pelo Ministério Público na denúncia (R$ 4.927.870,24), e observância da ordem de preferência estabelecida nos arts. 91 e 91-A do Código Penal e demais disposições legais aplicáveis”, explicou.

A decisão também determinou o envio ao Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB/PJC/MT) da cópia da decisão que autorizou o afastamento do sigilo bancário em março de 2025. O objetivo é garantir análise técnica completa das movimentações financeiras, consideradas essenciais para identificar o destino dos valores desviados e a rede de relacionamento entre os investigados.

LEIA MAIS: Justiça condena “musa dos investimentos” a ressarcir vítimas por golpe financeiro em Cuiabá

O ESQUEMA

Segundo a Polícia Civil, Taiza utilizava as redes sociais para atrair suas vítimas, apresentando-se como uma jovem bonita, bem-sucedida, articulada e especialista em investimentos financeiros. Além dela, estão envolvidos o ex-policial federal, Ricardo Mancinelli Souto Ratola, que também é ex-marido da “musa”, e o médico Diego Rodrigues Flores.

Ela convencia as pessoas a realizarem investimentos de alto valor, superiores a R$ 100 mil, em ações, por meio de promessas envolventes de retornos diários que variavam de 2% a 6%, dependendo do montante aplicado. Dessa forma, instaurou um verdadeiro esquema de pirâmide financeira.

Nos primeiros meses, as vítimas recebiam os lucros prometidos, sendo incentivadas a reinvestir. No entanto, com o tempo, a empresa começou a atrasar os pagamentos. Ao pedirem a devolução dos valores investidos, Taiza apresentava diversas desculpas e, eventualmente, passou a ignorar completamente as solicitações das vítimas.

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