A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva de Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como peça-chave no esquema de venda de sentenças nos Tribunais de Justiça de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e no Superior Tribunal de Justiça.O relator, ministro Cristiano Zanin, votou para rejeitar um recurso da defesa de Andreson de que o lobista estaria com uma doença grave e incurável, classificando o episódio do "lobista esquelético" como uma provável simulação voluntária. Ele foi acompanhado por Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Falta o voto de Flávio Dino.
Investigado nas operações Ultima Ratio e Sisamnes, Andreson ganhou o apelido de "mestre dos magos" por sua suposta habilidade em movimentar milhões de reais e articular decisões judiciais sem deixar rastros.
No entanto, foi seu estado físico que chamou a atenção nacional, as fotos dele visivelmente debilitado e esquelético foram usadas pela defesa para conseguir uma prisão domiciliar humanitária em 2025.
A REVIRAVOLTA NO LAUDO MÉDICO
O ministro Zanin fundamentou sua decisão no comportamento de Andreson logo após deixar o sistema prisional. Segundo o magistrado, o lobista recuperou 13 kg em apenas três meses, o que desmente a tese de uma patologia de "evolução grave e severa".
Durante perícias, Andreson alegava não sentir dor, mas reagia a estímulos de temperatura e toque mesmo de olhos fechados. O relator destacou que, embora alegasse urgência médica, o lobista não realizou exames de imagem recomendados e até negligenciou a troca de sua tornozeleira eletrônica por mais de um mês.
O ESQUEMA DE LAVAGEM E VENDA DE SENTENÇAS
As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que Andreson utilizava a empresa Florais Transportes para lavar dinheiro proveniente da compra de decisões.
O esquema teria vindo à tona após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em 2023, cujas mensagens de celular revelaram a proximidade do lobista com desembargadores de Mato Grosso.
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