O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, determinou a transferência do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos para o presídio Major PM Eldo Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis, após ter sua prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele era o motorista da Fiat Toro, que atropelou e matou Ilmis Dalmis Mendes da Conceição na última terça-feira (20) em Várzea Grande.
O advogado apelou para questões de saúde para conseguir prisão domiciliar, alegando ter hipertensão, trombose e diabetes, mas o juiz negou considerando que as condições de saúde são crônicas e passíveis de tratamento ambulatorial dentro do sistema prisional. O juiz determinou ainda encaminhamento sanitário e alocação em local adequado, considerando a idade avançada o local escolhido foi a Mata Grande.
A decisão do magistrado levou em conta o fato de ele ter atropelado uma idosa e fugido do local sem prestar socorro pode se enquadrar como homicídio qualificado. Faria Mendes destacou que há provas robustas da autoria e materialidade do crime, com testemunhos uníssonos colhidos pela Polícia Civil. O magistrado ressaltou a gravidade concreta do caso: “o modus operandi revela desprezo pela vida humana e elevado grau de reprovabilidade social”, afirmou.
Além disso, o réu possui condenação anterior transitada em julgado por uso de documento falso, o que demonstra, segundo a sentença, “deslealdade processual e propensão a frustrar a atuação estatal”. Diante disso, o juiz entendeu haver risco real à aplicação da lei penal e à ordem pública, justificando a medida cautelar mais gravosa.
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Antes de se tornar advogado, Paulo Roberto Gomes dos Santos atuou como policial militar e, posteriormente, como investigador da Polícia Civil no Rio de Janeiro. Em 1998, foi condenado pelo homicídio do delegado Eduardo da Rocha Coelho, morto com um tiro durante uma discussão dentro de uma viatura policial. Após a condenação, fugiu do estado utilizando documentos falsos.
O caso que o levou à notoriedade nacional ocorreu em 2004, com a morte da estudante Rosimeire Maria da Silva, de 19 anos, em Juscimeira. A jovem, que mantinha um relacionamento amoroso com o advogado, foi assassinada em um motel, teve o corpo esquartejado e partes dele foram descartadas em rios diferentes. Por esse crime, Paulo Roberto foi condenado a 19 anos de prisão, além dos 13 anos já impostos pela morte do delegado.



















