O ministro Gilmar Mendes é o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) com maior participação em empresas privadas, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Ele aparece como sócio em seis companhias, direta ou indiretamente.
Entre elas está a Roxel Participações, com capital social de R$ 9,8 milhões, que integra o grupo do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Mendes também figura na GMF Agropecuária (R$ 2,2 milhões) e na Mt Crops, voltada à venda de insumos agrícolas (R$ 500 mil).
Seus filhos também atuam no setor: Francisco Schertel é sócio do IDP e de um escritório de advocacia, enquanto Laura Schertel mantém sociedade individual de advocacia. A ex-esposa, Guiomar Lima, advogada, é sócia do escritório Sergio Bermudes, mas afirma nunca ter atuado em processos no Supremo “por respeito à instituição”.
A presença de ministros e familiares em empresas privadas é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura, desde que não exerçam cargos de administração. No entanto, especialistas apontam que tais vínculos podem levantar questionamentos sobre conflitos de interesse e suspeição em julgamentos.
Ao todo, nove ministros do STF e 12 parentes diretos são sócios de pelo menos 31 empresas. De acordo coma Folha, 13 são escritórios de advocacia ou institutos de direito, e seis atuam com gestão, compra, venda e aluguel de imóveis próprios.




















