A cotação do petróleo
- Por volta das 10h15 (pelo horário de Brasília), o barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 0,98% e era negociado a US$ 57,82.
- Mais cedo, às 9h30 (também pelo horário de Brasília), a alta era de 0,59%, a US$ 57,66.
- Por volta das 10h20, o petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) subia 0,71%, cotado a US$ 61,18. Mais cedo, a alta era de 0,46%, a US$ 61,03.
O que esperar dos preços do petróleo
Em entrevista ao Metrópoles, no fim de semana, Adriano Pires, especialista no setor de energia e infraestrutura, disse não acreditar em uma elevação nos preços do petróleo como consequência da ação norte-americana. Isso porque a produção da Venezuela no contexto global não é expressiva e já havia um excesso de oferta do produto no mundo.
Foi por isso que os preços do petróleo registraram uma perda de quase 20% no ano passado, o que representou a maior queda anual desde 2020. Recuos nesse nível ocorreram tanto nos contratos futuros do barril tipo Brent, a referência para o mercado mundial, como no West Texas Intermediate (WTI), que baliza o mercado norte-americano.
“No curto prazo, acredito que o preço do petróleo pode até diminuir no mercado internacional, como resultado da ação dos EUA na Venezuela”, diz Pires. “Ela pode criar uma expectativa de que a produção mundial deve aumentar com o fortalecimento do setor no país, depois da eventual chegada das gigantes norte-americanas à Venezuela.”
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, no entanto, o risco de elevação do preço da commodity é mais do que significativo. Na verdade, ele considera que a alta é uma “aposta certeira” no mercado internacional já a partir desta segunda-feira.
Ardenghy acredita que essa volatilidade é impulsionada pela incerteza política e pelas possíveis reações de aliados estratégicos da Venezuela e membros da Opep, como Rússia e Irã, além de uma eventual redução na oferta global.
Opep+ mantém produção
No domingo (4/1), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou que manterá a produção mundial da commodity estável, seguindo compromisso firmado pela entidade em novembro de 2025.
A informação foi divulgada depois de reunião entre oito membros da Opep+, que produzem cerca de metade do petróleo mundial. O encontro aconteceu após a queda de quase 20% nos preços do petróleo em 2025, o maior baque anual desde 2020.
Para especialistas do setor, tal queda no preço reflete um excesso de oferta mundial da commodity. Os oito países que participaram da reunião (Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã) aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025, o que equivale a quase 3% da demanda mundial de petróleo.
Em novembro, porém, os mesmos países concordaram em suspender os aumentos de produção em janeiro, fevereiro e março. O anúncio de domingo, portanto, confirma essa decisão. A breve reunião on-line não discutiu a questão da Venezuela, segundo afirmou um delegado da Opep+. Um novo encontro do grupo deve ocorrer em 1º de fevereiro.
A Opep é uma organização que reúne produtores de petróleo, fundada em 1960. Seus membros, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela, controlam quase toda a produção mundial da commodity, influenciando diretamente os preços da energia. A Opep+ é uma ampliação do grupo, que incorpora outros grandes produtores, como a Rússia e o Brasil, membro observador desde 2025.















