Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (13) que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o seu futuro político “quando ele quiser.” Haddad é visto como um nome competitivo para se candidatar ao Governo de São Paulo ou ao Senado.
Quando indagado diretamente, ele não quis comentar uma data na qual pode deixar o ministério, decisão motivada pela eleição. No ano passado, ele já sinalizou que deve sair do comando da pasta até fevereiro. A intenção é ajudar na campanha de reeleição de Lula, e não se candidatar.
Em conversa com jornalistas na sede da pasta, em Brasília, Haddad disse que os juros reais têm afetado a dívida pública muito mais do que os resultados primários, mas ressaltou que o governo tem conseguido cumprir as metas fiscais.
Falando sobre o cenário externo, Haddad afirmou que o Brasil pode ter um papel importante na distensão das relações internacionais. Ele reforçou a posição do país de dar destaque à estabilidade institucional, autodeterminação dos povos e soberania nacional como pontos fortes.
O ministro desconversou quando indagado sobre a decisão dos Estados Unidos de taxar países que façam negócios com o Irã. “Cada dia é uma novidade, e se eu for comentar aqui tudo que é anunciado...”, disse.
Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve ser assinado no próximo sábado (17), ele afirmou que deve ser positivo em um contexto mais amplo, pela integração e diversificação de parcerias na pauta de exportações.

Somado aos gastos excepcionais, como é o caso dos valores indenizados pelo INSS às vítimas do esquema de desvio, o percentual do déficit sobe para 0,48%.
“Isso significa que os precatórios já estão sendo incorporados no cálculo para dar mais segurança de que o resultado não é maquiado, como foi em 2022, e como foi no projeto de lei [Lei Orçamentária/PLOA] de 2023”, disse.


















